Universitário de Aracruz produz documentário sobre pandemia nas comunidades indígenas de Aracruz

“Efeitos e desafios no enfrentamento da pandemia da covid-19 na população indígena Tupiniquim e Guarani, na aldeia Caieiras Velha" é o título do documentário

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Foto: Mauro Lozada

A pandemia da covid-19 nas comunidades indígenas de Aracruz trouxe grandes consequências no que se refere ao convívio social, cultural e psicossocial dentro das aldeias. Com essas alterações nas mudanças, a readequação comunitária e o avanço da proliferação do vírus, foram criadas alternativas de bloqueio para tentar frear o aumento de novos casos.

Vivenciando e acompanhando esses acontecimentos de perto, Lorran Coutinho Pereira, estudante do 5º período do curso de Enfermagem da FAACZ e indígena Tupiniquim, notou ser relevante documentar esse problema de saúde pública no contexto indígena, tendo em vista a dimensão da gravidade social e cultural antes nunca vivenciada por seu povo, em sua geração.

Lorran resolveu fazer um videodocumentário relatando essa trajetória de estratégia no enfrentamento à covid-19 dentro das comunidades indígenas, mais direcionado para a aldeia de Caieiras Velha, na qual vive. O documentário “Efeitos e desafios no enfrentamento da pandemia da covid-19 na população indígena Tupiniquim e Guarani, na aldeia Caieiras Velha” pode ser conferido ao final da matériatítulo .

“Para a construção do vídeo considerei trazer relatos de vivência, na qual inicia com falas de cacique, lideranças e gestor de saúde indígena, que trouxeram a abordagem do que foi feito de estratégia, ações e apoios no enfrentamento à covid-19. Em segundo momento, trouxe relatos de profissionais da saúde, com participação da enfermeira e do farmacêutico, que abordaram a readequação estrutural e os protocolos de saúde no contexto de pandemia, com relevância aos atendimentos de indígenas com síndrome gripal”, explicou Lorran.

Ainda de acordo com o estudante de Enfermagem, “no terceiro momento o documentário traz depoimentos de indígenas que foram acometidos pelo vírus, que aceitaram de forma espontânea falar sobre a experiência vivida, relatando de forma individual, partindo da sua própria ótica cultural, sobre a sintomatologia e emoções vivenciadas na fase aguda da doença. E também a contribuição de uma indígena anciã, que faz um panorama geral sobre o seu ponto de vista em relação à pandemia”.

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