Turismo na Bacia do rio Doce será impulsionado com Arranjos Produtivos Locais

A atuação se concentra em três polos: o de Mariana (formado pelo município de Mariana), o do Médio Rio Doce (que abrange os municípios de Marliéria e Governador Valadares) e o da Foz (formado pelas comunidades de Regência, Povoação, Entre Rios, Areal, Comboios e Degredo, no município de Linhares, no Espírito Santo)

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Timoteo_MG, 27 de setembro de 2018Fundacao RENOVA | Expedicao Caminho da ReparacaoCalha do Rio DocePrograma socioambiental39 - Unidades de conservacaoVista aerea do Parque Estadual do Rio DoceImagem: Bruno Correa / NITRO Historias Visuais

Empreendedores da cadeia de turismo na Bacia do Rio Doce, de quatro municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, se organizaram em Arranjos Produtivos Locais para impulsionar a atividade turística, potencializando a vocação de cada região. Participam da iniciativa representantes do setor que atuam no turismo cultural, turismo de aventura, turismo rural e ecoturismo.

A atuação se concentra em três polos: o de Mariana (formado pelo município de Mariana), o do Médio Rio Doce (que abrange os municípios de Marliéria e Governador Valadares) e o da Foz (formado pelas comunidades de Regência, Povoação, Entre Rios, Areal, Comboios e Degredo, no município de Linhares, no Espírito Santo). Com o apoio da Fundação Renova e da consultoria Moore, esses Arranjos Produtivos Locais (APLs) estão fazendo um diagnóstico do potencial turístico de cada polo e elaborando planos para desenvolvimento do setor na região.

O formato de Arranjo Produtivo Local reúne os principais empreendedores e lideranças da cadeia do turismo de cada polo, em busca do desenvolvimento do setor em cada região, com suas características e estruturas. A partir do trabalho de consultoria e capacitação desenvolvido, os grupos se fortalecem e se estruturam em torno de seu potencial.

O trabalho de assessoria técnica, consultoria e capacitação busca propiciar aos integrantes dos grupos a participação em eventos importantes do setor, como a Semana do Turismo, o Congresso da Associação Brasileira de Empresas de Turismo de Aventura (ABETA) e a visita a um arranjo produtivo de turismo em Recife (PE).

Histórico e capacitações

O projeto é conduzido pelo programa de Turismo, Educação e Cultura da Fundação Renova, que, em 2020, fez um levantamento das regiões onde a atividade turística havia sido mais impactada pelo rompimento da barragem e que possuíam maior potencial de desenvolvimento do turismo. Definiram-se três regiões, que se tornaram os principais polos do projeto.

Cada um dos três polos se destaca em diferentes modalidades turísticas. Mariana conta com o turismo cultural e de aventura. O Médio Rio Doce, em Marliéria, tem o ecoturismo, no Parque Estadual do Rio Doce (PERD), e o turismo rural (cavalgadas), e em Governador Valadares, o turismo de aventura na prática do voo livre. E, por fim, na Foz do rio Doce, no Espírito Santo, o ecoturismo e o turismo de aventuras são os destaques.

No ano passado, começamos uma mobilização com os empreendedores de turismo, e iniciamos as reuniões com os representantes de cada município, com o objetivo de elaborar um planejamento estratégico para o desenvolvimento turístico daquele município. Nessas reuniões, empreendedores, prefeituras e agentes capacitadores foram convidados a formarem os grupos. Trabalhamos com capacitações durante toda a pandemia”, explica Regiane Assis, analista do programa de Turismo, Educação e Cultura da Fundação Renova.

Um dos objetivos desse trabalho é a consolidação dos Arranjos Produtivos Locais e de sua governança, preparando o território e seus atores para a promoção e atração de visitantes, consolidando esses polos como destinos turísticos relevantes. Para este ano, foram disponibilizados aos integrantes dos Arranjos Produtivos Locais cinco eventos de capacitação para a cadeia do turismo no geral.

Segundo a coordenadora do programa de Turismo, Educação e Cultura da Fundação Renova, Maria Cristina Aires, a proposta dos Arranjos Produtivos Locais é “estruturar uma cadeia produtiva local e capacitar os empreendedores e a gestão pública. O objetivo dessa metodologia é fazer com que os projetos da Fundação Renova no turismo local sejam sustentáveis”.

Sobre a Fundação Renova

A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar os programas e ações de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. A Fundação foi instituída por meio de um Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas Vale e BHP, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos (como Ibama, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Funai, Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros), em março de 2016.

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