Tentou matar a esposa e foi condenado a 20 anos de reclusão em Aracruz

O processo tem o nº 0002327-08.2017.8.08.0006

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Foto Ilustrativa: Divulgação/TJES

Condenado pelo Tribunal do Júri de Aracruz por agressão à esposa Marcela, que ficou com sequelas graves, Ronaldo Soares da Cruz foi condenado a 20 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, pena aplicada pelo juiz Tiago Fávaro Camata. Segundo consta da denúncia do Ministério Público Estadual, o réu desferiu vários golpes na vítima com uma barra de ferro, uma semana após terminarem o relacionamento.

Marcela ficou com deformidade permanente, afundamento de crânio e cicatrizes visíveis inclusive na região da face, tendo noticiado, no julgamento, que perdeu a memória do dia do ocorrido e que necessitou inserir platina na face e que, até hoje, sente dormência no rosto. O processo tem o nº 0002327-08.2017.8.08.0006.

Segundo o MPES, ficou demonstrado que a vítima sofreu violência doméstica, em razão de sua condição do sexo feminino, “oprimida pelo denunciado, que a tratava como objeto de sua propriedade e não aceitava o fim do relacionamento”, diz a denúncia. De acordo com os autos, a vítima e o denunciado mantiveram uma união estável por sete anos, sendo o relacionamento conturbado em razão de ciúmes de ambas as partes e, segundo a denúncia, o réu agredia fisicamente a vítima quando alcoolizado, “chegando, em determinada ocasião, a bater a cabeça de Marcela contra uma parede”.

Após o término da união, Marcela teria retornado a residir com a mãe, enquanto Ronaldo permaneceu na residência do casal, ao lado da genitora da vítima. Ainda segundo a denúncia, na noite dos fatos a vítima teria acompanhado sua irmã a uma festa de aniversário e depois a um forró e, quando retornava para a residência da sua mãe, foi surpreendida pelo réu, que estava escondido na entrada do banheiro de um bar, esperando Marcela passar para atacá-la.

Ronaldo desferiu diversos golpes de barra de ferro contra a esposa, dizendo que “isso é pra você levar, você está merecendo”. Em determinado momento, ele acertou a cabeça da mulher, deixando-a desacordada, diz a denúncia, destacando que Marcela só não veio a óbito porque foi rapidamente socorrida.

Segundo a sentença, o crime foi praticado de maneira “premeditada, planejada e refletida”, tendo em vista que Ronaldo teria monitorado os passos de Marcela e aguardado sua passagem pelo local do crime, já de posse da arma que seria utilizada e com a intenção de cometer a infração: “salta aos olhos, a propósito, que o nível de premeditação foi tão elevado, que o réu avistou a vítima em uma festa, retirou-se do local em um carro, trocou o carro por uma motocicleta e deixou o veículo estacionado nas proximidades do local do crime, para rapidamente ingressar em fuga, tendo, inclusive, separado previamente as roupas e pertences pessoais, evidenciando, claramente, que planejava cometer o crime e, em seguida, fugir da localidade”, destacou o magistrado.

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