Tartarugas marinhas monitoradas via satélite

Os equipamentos foram colocados, inicialmente, em 10 fêmeas da espécie cabeçuda (Caretta caretta), em Regência, litoral de Linhares

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Foto: Divulgação

O monitoramento de tartarugas marinhas, realizado desde 2017 pela Fundação Renova em parceria com a Fundação Pró-Tamar, em cerca de 160 km da costa do Espírito Santo, agora conta com transmissores via satélite. Os equipamentos foram colocados, inicialmente, em 10 fêmeas da espécie cabeçuda (Caretta caretta), em Regência, litoral de Linhares.

Com os transmissores, ocorrerá o mapeamento de rotas migratórias, identificação de áreas de alimentação e avaliação de possíveis mudanças de comportamento reprodutivo. A iniciativa integra as ações de acompanhamento da biodiversidade aquática em áreas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão (MG).

“As tartarugas fazem desova a cada dois anos, mas não sabemos onde elas vivem quando não estão desovando nas praias. Com os transmissores, vamos entender melhor o uso que elas fazem das áreas de desova, facilitando a gestão de ameaças e conhecer as áreas de alimentação, que é onde elas passam a maior parte de suas vidas. Com isso, vamos trazer uma luz que ainda não temos sobre a espécie”, destaca Alex Santos, coordenador e pesquisador do Projeto Tamar.

A Fundação Pró-Tamar já monitora as tartarugas por satélite, mas essa é a primeira vez que é realizado um trabalho nessa escala com a espécie cabeçuda. Cerca de R$ 1,4 milhão serão investidos, ao todo, para a aquisição e instalação dos equipamentos (fabricados especialmente para este projeto nos Estados Unidos), treinamentos e contratação de profissionais. Os transmissores têm autonomia para operar por até 500 dias. A previsão é que os primeiros resultados sejam conhecidos em 2021.

Entre os locais monitorados estão as áreas da Reserva Biológica de Comboios, a Terra Indígena de Comboios, Povoação, Monsarás, Cacimbas, Ipiranga, Ipiranguinha, Pontal do Ipiranga, Barra Seca, Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova e Guriri.

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