Servidores da Prefeitura de Fundão são presos em operação do MPES

Caberá à Promotoria de Justiça de Fundão analisar os documentos e equipamentos apreendidos, além de ouvir os depoimentos dos presos

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Agentes do Gaeco realizam operação na Prefeitura de Fundão. Foto: Divulgação/MPES

Deflagrada hoje 23, em Fundão, a operação Bate-Estaca do Ministério Público Estadual (MPES) resultou na prisão temporária do secretário municipal de Transportes e Serviços Urbanos e outros três servidores da prefeitura, além de um empresário.

A ação apura irregularidades graves e fraudes na contratação e execução de serviços e peças destinados à manutenção de máquinas e veículos públicos de Fundão, com suposto direcionamento e superfaturamento em favor da empresa envolvida no esquema.

A Justiça também acatou o pedido cautelar do MPES e determinou a suspensão do exercício da função pública do secretário e dos três servidores municipais.

Durante a operação, que contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Fundão e repartições públicas ligadas à secretaria municipal de Transportes e Serviços Urbanos e nas sedes da empresa envolvida na fraude, em Cariacica e Serra.

De acordo com o MPES, as investigações apontam possível esquema fraudulento montado na Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Urbanos de Fundão, entre os anos de 2018 e 2019, com envolvimento de servidores públicos e particulares privilegiando indevidamente uma empresa, com aprovação de orçamentos, emissão de notas fiscais e pagamentos por serviços e peças não fornecidos ou fornecidos em desconformidade com o declarado, gerando prejuízo aos cofres públicos e enriquecimento indevido.

As apurações iniciais indicam que entre dezembro de 2018 e março de 2019 a empresa envolvida no esquema recebeu R$ 476.927,06 da prefeitura. Entretanto, ainda estão sendo levantados os valores do prejuízo aos cofres públicos.

Em nota ao G1 ES, a Prefeitura de Fundão informou ter sido notificada formalmente na manhã desta quinta-feira, somente pelo MPES, sobre o teor da decisão como medida cautelar para suspensão dos exercícios a função pública dos servidores. Entretanto, o prefeito Pretinho Nunes preferiu exonerar os investigados. “Como as investigações estão sob sigilo, o prefeito está aguardando as apurações e o desenrolar dos fatos e reitera que não tem conhecimento algum acerca das supostas irregularidades apontadas no contrato”, diz a nota.

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