Rio Piraquê-açu vira personagem de livro

Os autores participarão de uma ‘live’ promocional na Taverna do Cais, junto à foz do rio que dá nome à obra

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O rio Piraquê-açu forma em Aracruz a quinta maior área de manguezal do Brasil. Foto: Divulgação/PMA

No próximo dia 27, às 16h05, será lançado em Santa Cruz o livro “O Auto do Rio Piraquê-açu”, de Margareth Galvão e Peter Boos. Os autores participarão de uma ‘live’ promocional na Taverna do Cais, junto à foz do rio que dá nome à obra. A publicação, com recursos da Lei Aldir Blanc e Prefeitura de Aracruz, traz dramaturgia para uma encenação nas praias e ruas do centenário distrito, onde o município e a imigração italiana no Brasil começaram.

O livro é fruto de um trabalho iniciado em 2017. Na ocasião, o então secretário de Cultura e Turismo de Aracruz, Jean Pedrini (hoje vereador), solicitou à atriz e diretora teatral paulista radicada no Espírito Santo, Margareth Galvão, por anos professora da Escola de Teatro e Dança FAFI, em Vitória, e diretora do “Auto da Paixão de Cristo”, em Jaguaré, que desenvolvesse um projeto teatral para atrair turistas para Santa Cruz. Ela, por sua vez, convidou o agente cultural Peter Boos, nativo da orla de Aracruz, para participar da empreitada.

A partir daí, Margareth e Peter iniciaram uma trajetória de idealização de um espetáculo teatral para ser encenado nas praias e ruas de Santa Cruz e da concepção de uma dramaturgia original sobre a história de Aracruz, pelo ponto de vista do rio Piraquê-açu.

A Beepecriaoc Arte, empresa produtora cultural dirigida por Peter, assumiu a produção para a inserção do projeto na Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal. Em 2018, após a análise técnica de pareceristas do então Ministério da Cultura, o projeto, que prevê a participação dos grupos étnicos Aldeia Temática Atekoà Mirim e um grupo de dança afro, além de dez atores e outros figurantes, foi considerado como apto para a captação de recursos junto a pessoas jurídicas ou físicas que patrocinem ganhando isenção fiscal.

O projeto teatral prevê a geração de mais de cem postos de trabalho diretos e indiretos: costureiras, camareiras, técnicos cênicos, de som, de luz e de vídeo, motoristas, artistas, marinheiros, cozinheiras, grupos culturais, agentes comunitários, operadores gráficos e designers, assessores de imprensa e de administração para a realização de doze apresentações abertas ao longo de um ano para um público estimado de mil pessoas por sessão.

A Rede Santa Cruz de Ecologia e Cultura (REDESCEC), criada no ano seguinte à idealização da dramaturgia, foi formada para nomear as parcerias institucionais de colaboração para a captação de recursos do projeto. Desde então ela se mantém debatendo com associações e outros grupos sociais a importância do desenvolvimento de projetos de turismo sustentável na região, visando contribuir com a melhoria da qualidade de vida em Santa Cruz.

Enquanto a encenação de “O Auto do Rio Piraquê-açu” não sai, uma outra lei, a Lei Aldir Blanc, possibilita que o público da literatura e do teatro possa entrar em contato com o resultado da pesquisa de Margareth e de Peter. A ‘live’ será transmitida pelo canal BeepeTVOnline, no YouTube, com replicação experimental do sinal para a página do projeto no Facebook (@oautodoriopiraqueacu), e terá retransmissão nas duas plataformas no dia 28 de abril, às 21h.

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