Quem sabe os nomes oficiais das rodovias ES-010 e BR-101?

Rodovias capixabas têm nomes de ex-governadores de destaque no Brasil

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Rodovia ES-010 em Aracruz. Foto: Divulgação

Se você, morador de Serra, Fundão, Aracruz, Linhares, Jaguaré, São Mateus ou Conceição da Barra, fosse perguntado se conhece a rodovia Presidente Tancredo de Almeida Neves, o que diria? Pensou? Pois é! Pouca gente sabe, mas é o nome da nossa rodovia ES-010, asfaltada de Serra, na confluência com a rodovia Norte-Sul, passando por Praia Grande, em Fundão, até Vila do Riacho, em Aracruz, e dali sem asfalto até a Vila de Itaúnas, no Extremo Norte do Estado.

A ES-010 é uma rodovia radial, ligando a Região Metropolitana de Vitória a Conceição da Barra, com 264,7 quilômetros. Seu nome foi mudado pela Lei Ordinária 3.781/85, de autoria do deputado estadual Dilton Lyrio Netto (representante de Fundão no Legislativo), inicialmente apenas no trecho entre o distrito de Praia Grande, em Fundão, e o distrito de Santa Cruz em Aracruz, e depois abrangendo toda a rodovia.

E você sabe o nome da rodovia federal BR-101 em todo o Brasil? É governador Mário Covas Júnior, ex-governador de São Paulo, por meio de projeto do então deputado federal capixaba Marcus Vicente, aprovado na Câmara. As duas importantes vias foram batizadas com os nomes dos ex-governadores de Minas Gerais e São Paulo, sendo Tancredo eleito presidente do Brasil, mas não empossado, por ter falecido de doença um dia antes da posse.

A BR-101 tem extensão de 4 650 km, com início no município de Touros, no Rio Grande do Norte, terminando em São José do Norte, no Rio Grande do Sul, dos quais 458 km são no Espírito Santo, entre as divisas com a Bahia e Rio de Janeiro. A Lei nº 10.292, de 27/09/2001, foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Quem foram?

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Tancredo de Almeida Neves (4 de março de 1910 / 21 de abril de 1985) foi um advogado, empresário e político brasileiro, tendo sido o 33º primeiro-ministro do Brasil (o primeiro do período republicano) e presidente da República eleito, porém não empossado. Natural de São João Del Rey, região Sudeste de Minas Gerais, ingressou na política em 1935 e foi presidente da Câmara Municipal de sua cidade natal. Com o advento do Estado Novo em 1937, foi preso e o seu mandato de vereador foi extinto. Em 1950, foi eleito deputado federal pela primeira vez. A partir de junho de 1953, exerceu os cargos de Ministro da Justiça e Negócios Interiores até o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Em 1954, foi eleito novamente deputado federal, cargo que ocupou por um ano. Logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros, foi nomeado primeiro-ministro do Brasil, ocupando este cargo de setembro de 1961 a julho de 1962. Foi um dos principais líderes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e reelegeu-se deputado federal em 1966, 1970 e 1974. Após a volta do pluripartidarismo, foi eleito senador em 1978 e fundou o Partido Popular (PP). Em 1982, ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (1980) (MDB) e foi eleito governador de Minas. Com a derrota da emenda Dante de Oliveira, que instituía as eleições diretas para presidente da República em 1984, foi o nome escolhido para representar uma coligação de partidos de oposição reunidos na Aliança Democrática. Em 1984, aceitou a proposta de se candidatar à Presidência da República e em 15 de janeiro de 1985 foi eleito presidente do Brasil pelo voto indireto de um Colégio Eleitoral por uma larga diferença. No entanto, adoeceu gravemente em 14 de março do mesmo ano, véspera da posse. Em 21 de abril, morreu aos 75 anos. Tancredo é considerado um dos mais importantes políticos brasileiros do século XX.

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Mário Covas Júnior (21 de abril de 1930 / 06 de março de 2001) foi um engenheiro e político brasileiro. Foi o trigésimo governador de São Paulo, entre 1º de janeiro de 1995 e 22 de janeiro de 2001, quando se afastou do cargo em decorrência de um câncer que o acometeu. Como Mário Covas não renunciou ao seu mandato, ele manteve a sua condição de governador afastado até o seu falecimento, em 6 de março de 2001. Nesse ínterim, Geraldo Alckmin governou o Estado na condição de governador interino, sendo inclusive citado pela imprensa como tal. Nascido em Santos, Mário Covas foi antes prefeito de São Paulo, e iniciou sua vida pública em 1961, quando foi candidato derrotado à prefeitura de Santos, sua cidade natal. A respeito disso, Covas dizia que só não conseguiu ser eleito para dois cargos: presidente da República e prefeito de Santos. No ano seguinte conseguiu eleger-se para seu primeiro cargo, o de deputado federal, pelo PST. Com a dissolução dos partidos políticos em 1965, Covas seria um dos fundadores do MDB, único partido político de oposição existente durante o período da Ditadura Militar. Em 1968, Covas era o líder da bancada oposicionista na Câmara dos Deputados, porém foi cassado em 16 de janeiro de 1969, com a outorga do AI-5. Ele ficou durante 10 anos com os direitos políticos suspensos. Com a cassação e a perda dos direitos políticos, Mário Covas dedicou-se à engenharia.

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