Quatro unidades de conservação protegem o ecossistema ambiental em Aracruz

O novo administrador herdará quatro unidades de conservação que protegem o meio ambiente, mas terá que manter a política austera de fiscalização e apreensões de espécies protegidas, principalmente o caranguejo-uçá e o goiamum

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Unidade de Conservação Aroeiras do Riacho, em Vila do Riacho. Foto: Arquivo

Um dos maiores desafios que o futuro prefeito de Aracruz terá que enfrentar é a preservação ambiental, desenvolvendo programas e políticas públicas para evitar a depredação da natureza, principalmente na área de manguezal do rio Piraquê-açu, a quinta maior do Brasil. O novo administrador herdará quatro unidades de conservação que protegem o meio ambiente, mas terá que manter a política austera de fiscalização e apreensões de espécies protegidas, principalmente o caranguejo-uçá e o goiamum.

As unidades de proteção ambiental são: Unidade de Conservação Aroeiras do Riacho, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Piraquê-açu e Piraquê-mirim, Parque Natural Municipal do Aricanga “Waldemar Devens” e o Parque Natural Municipal David Victor Farina, além de duas unidades de conservação marinha na região costeira, Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas e o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Santa Cruz, sob a responsabilidade da União, e uma Reserva do Patrimônio Particular.

O município tem 47 km de litoral, sendo a maioria das praias ricas em vegetação de restinga e algumas ameaçadas pela expansão urbana e, em Vila do Riacho, depredadas com a extração de areia nas proximidades dos rios Riacho e Comboios. A atual administração criou no local a Unidade de Conservação Aroeiras do Riacho, em 2018, pelo Decreto Municipal nº 34.246. Localizada em Vila do Riacho, próximo à Aldeia de Comboios, esta é a primeira Unidade de Conservação (UC) exclusivamente de restinga em Aracruz, com aproximadamente 151 hectares, estando classificada na categoria de Área de Relevante Interesse Ecológico Municipal (ARIEM).

Segundo informou o secretário municipal de Meio Ambiente, Edgar Allan Martins, a criação da unidade pela atual administração surgiu por meio de uma comissão de servidores próprios da secretaria, formada por biólogos, engenheiros agrônomos e florestais, proporcionando maior aproximação com a comunidade local e possibilitando elucidar as necessidades e desafios para a gestão do território. “A metodologia empregada no estudo teve o pilar da participação e o envolvimento dos moradores da região, o que garantiu o sucesso do processo”, explicou Edgar.

“Em Aroeiras do Riacho está um dos maiores remanescentes da vegetação de restinga de Aracruz e a proteção desse território entrega à comunidade diversos serviços ecossistêmicos, que melhoram a qualidade de vida e proporciona espaço para contato e contemplação da natureza, além de entretenimento e recreação”, conclui o secretário.

Fonte de renda

Além de proteger a biodiversidade, a ARIEM também promove o desenvolvimento social e econômico. O nome Aroeiras do Riacho faz menção à aroeira-vermelha, uma árvore abundante na unidade e facilmente encontrada nesses ambientes. Dela é extraída a pimenta rosa, que possui um alto valor de mercado e é comercializada por famílias da região.

Ao futuro prefeito resta manter o que herdará e estruturar a unidade para visitação e desenvolvimento do ecoturismo. No momento está sendo construído um ponto de apoio para os guardas florestais e a aquisição de veículos próprios (quadriciclos) para o deslocamento interno, para garantir a fiscalização.

Licenciamento e viveiro

Simplificando os procedimentos de licenciamento ambiental, garantiu-se agilidade nos requerimentos, sem prejuízo na análise técnica. E, para atender aos projetos de recuperação de áreas degradadas e revitalização da arborização urbana, foi construído um viveiro municipal, localizado na sede da prefeitura, com capacidade para a produção de 150 mil mudas anuais.

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1 COMENTÁRIO

  1. Camping do Brasil localizado entre Mar Azul e Putiri e area da casa do nosso ex prefeito Primo Bitti camping do Brasil foi tomado pela PMA agora esta no mato la transitava motorhomes de todos os lugares do Brasil o ano todo agora se encontra abandonado e tem uma grande area de preservaçao que deveria ser aproveitada para pesquisas do meio ambiente.

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