Quarentena em Aracruz: o que abre e fecha

As medidas restritivas vigoram até o final deste mês

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Lojas não essenciais, como boutiques e papelarias, só poderão atender através do serviço de delivery, sem permissão para drive-thru ou take-away. O mesmo vale para bares, restaurantes e similares. Foto: Divulgação/PMA

Até o próximo dia 31, somente atividades e serviços essenciais podem funcionar em Aracruz, que segue a quarentena de 14 dias anunciada pelo governador Renato Casagrande na última terça-feira 16, quando a taxa de ocupação de leitos de UTI referenciados para pacientes com covid-19 ultrapassou a marca de 90% no Espírito Santo.

O Decreto Municipal n° 39.442, publicado na quarta-feira 17, confirma as medidas restritivas definidas pelo Governo do Estado para o período de quarentena, quando estarão suspensas todas as atividades de educação presenciais; proibidas as reuniões sociais e vedado o acesso a praças, parques e áreas esportivas públicas.

Lojas não essenciais, como boutiques e papelarias, só poderão atender através do serviço de delivery (entrega em domicílio), sem permissão para drive-thru (atendimento sem a necessidade de a pessoa sair do carro) ou take-away (retirada no local). O mesmo vale para bares, churrascarias, lanchonetes, pizzarias, restaurantes, sorveterias e similares. Já clubes de lazer e estabelecimentos como academias, barbearias e salões de beleza devem ficar fechados.

Em relação às igrejas e templos religiosos, a recomendação é de que cultos e missas sejam transmitidos virtualmente, ainda que o atendimento presencial limitado siga autorizado, inclusive aos domingos e feriados, quando alguns serviços essenciais como padarias e qualquer outro estabelecimento que comercialize produtos alimentícios não poderão funcionar (exceto via delivery).

Ampliando as restrições do Decreto Estadual n° 4838-R, a Prefeitura de Aracruz também proibiu a permanência de qualquer pessoa, bem como o comércio ambulante e a prestação de serviços em praias, rios, lagoas e cachoeiras; vedou a realização de feiras livres; suspendeu o uso de passe escolar no transporte público municipal (que deve operar com 100% da frota, uma vez que o Decreto Municipal n° 39.423 foi revogado) e determinou que hotéis e pousadas – que só podem receber hóspedes até o limite de 50% de sua capacidade – limitem a utilização simultânea das áreas comuns de lazer apenas para pessoas do mesmo grupo familiar.

O QUE PODE ABRIR OU FUNCIONAR

COMÉRCIO: açougues; agropecuárias; autopeças; comércio atacadista; farmácias; hortifrútis; lojas de ferramentas, produtos alimentícios ou hospitalares, materiais de construção e telefonia; mercearias; padarias; lanchonetes e restaurantes situados às margens de rodovias estaduais e federais fora das áreas urbanas ou no interior de hotéis (restrito ao atendimento de hóspedes); supermercados; e hipermercados.

CONSTRUÇÃO CIVIL E INDÚSTRIA: sem restrições.

SERVIÇOS: agências bancárias; assistência técnica de produtos eletroeletrônicos; bancas de jornal e revistas; call centers; casas lotéricas; clínicas médicas, odontológicas e veterinárias; correspondentes bancários; distribuidoras de água mineral e gás de cozinha; empresas especializadas em climatização e refrigeração, comunicação social, jornalismo, segurança pública e privada, serviços postais ou soluções em internet e telecomunicações; funerárias; hospitais; hotéis e pousadas; locadoras de veículos; oficinas de veículos automotores; pet shops; postos de combustíveis; táxis; e transporte público coletivo ou por aplicativos.

OBSERVAÇÃO: aos domingos e feriados apenas podem funcionar farmácias, funerárias, hotéis e pousadas, postos de combustíveis, táxis, transporte público coletivo e os serviços de assistência à saúde e de transporte por aplicativo.

O QUE NÃO PODE ABRIR OU FUNCIONAR

ALIMENTAÇÃO (permitido delivery): açaiteria, bares, barracas de ambulantes, cafeterias, churrascarias, confeitarias, distribuidoras de bebidas, food trucks, lanchonetes, lojas de conveniência, pastelarias; pizzarias, restaurantes, sorveterias e tapiocarias.

COMÉRCIO (permitido delivery): floriculturas, joalherias, lojas de conveniência de postos de combustíveis, lojas de acessórios e bijuterias; artigos de cama, mesa e banho; artigos de decoração ou informática; brinquedos; calçados; eletrodomésticos; instrumentos musicais; móveis; roupas; tecidos e utilidades domésticas; relojoarias; óticas; e papelarias.

SERVIÇOS: academias de qualquer natureza, barbearias, centros de formação de condutores, clubes de lazer, escolas, estúdios de pilates, faculdades, hotelzinhos, e salões de beleza.

Entidades de Aracruz se manifestam contra quarentena

Em carta aberta com data de terça-feira 16, a Associação Movimento Empresarial Aracruz e Região (Amear), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Aracruz, a Paróquia São João Batista (PSJB), o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sindgêneros) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) de Aracruz se posicionaram contrariamente às medidas restritivas anunciadas pelo Governo do Estado e replicadas pela Prefeitura de Aracruz para o enfrentamento à convid-19.

As cinco entidades que assinam a carta aberta defendem com veemência a intensificação de ações de conscientização, sem necessidade de gerar restrições à atividade comercial. “Nossas instituições lamentam todas as mortes ocorridas em decorrência [da pandemia] de coronavírus. Entendemos que é fundamental o cumprimento das regras de controle sanitário e a preservação da vida, mas lamentamos profundamente a tomada de decisão que impõe recuo das atividades econômicas. A decisão agravará ainda mais a situação, sobretudo, do comércio, que tenta com muita dificuldade atenuar os prejuízos da primeira fase de restrição. Devemos lembrar que tais restrições podem gerar ainda mais perda de renda, desemprego e aumento da marginalização”, diz um trecho da publicação.

No final da carta, além de requerer que a Prefeitura de Aracruz dê prioridade à vacinação e busque a ampliação de leitos hospitalares, Amear, CDL, PSJB, Sindgêneros e Sindilojas solicitam, principalmente, “mais solidariedade com os pequenos e médios negócios, que precisam de tempo e recursos para se adequar às medidas e exigências legais tão abruptas, mais uma vez tornando essencial a abertura de uma linha de diálogo com os empreendedores locais”.

COMUNICADO ACAGES

Sobre o novo posicionamento de lockdown do governador Renato Casagrande, a Associação das Academias de Ginástica do Estado (Acages) reforça a importância de classificar as academias e profissionais da educação física como atividade essencial. Estamos em tempo de fortalecer a nossa imunidade e o exercício físico é um dos componentes principais do controle de doenças crônicas e respiratórias, incluindo a covid-19.

O presidente da Acages, Carlos Andrião, lembra que, nos últimos meses, estão sendo realizadas muitas matrículas de indivíduos com organismos afetados pelas consequências do coronavírus e que estão em busca de recuperar a qualidade de vida e o vigor de antes da doença. Entendemos a gravidade do momento, mas interromper esse processo é privar a sociedade do seu direito à sobrevivência.

No mesmo período do ano passado, quando a quarentena foi anunciada, os centros de bem-estar e saúde ficaram 120 dias sem funcionar, restringindo o acesso das pessoas à atividade física, o que gerou consequências como o crescimento do número de diagnósticos de obesidade, diabetes, problemas cardiorrespiratórios e distúrbios mentais.

Pedimos ao Governo que olhe de forma mais cuidadosa para essa situação e flexibilize o funcionamento das academias e atuação dos profissionais da educação física, mesmo que baseado no regramento de funcionar com apenas 5 alunos a cada 75m² por hora, sem aulas coletivas. Estamos abertos a conversas e alinhamento de propostas.

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