Projeto destaca artes indígenas como forma de preservação da língua tupiniquim

O projeto consiste na construção de um acervo digital composto pelas obras fotográficas de artistas indígenas

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Jaciele, na Aldeia Amarelo. Foto: Beatriz Pêgo

Tornar público o pensamento Tupiniquim sobre a sua realidade, por meio da arte indígena e do incentivo à retomada da língua materna. Esta é a principal contribuição do projeto “Língua Viva – Imagens em Movimento em Debate”, desenvolvido pela doutoranda em antropologia social Aline Moschen, em conjunto com a Bule Criativo e linguistas e artistas indígenas do tronco tupi.

Selecionado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, o projeto consiste na construção de um acervo digital composto pelas obras fotográficas de artistas indígenas, disponibilizado no site www.linguaviva.org, e na realização de um podcast no formato de um debate, reunindo a pesquisadora e as lideranças indígenas Jocelino Tupiniquim, Urutau Guajajara e Tiago Matheus Tupiniquim.

O objetivo é integrar as artes verbais e as artes visuais do povo Tupiniquim aos temas da memória e do patrimônio imaterial dessa população, com ênfase na língua materna. As reflexões versam sobre as artes indígenas como estratégias de preservação da língua tupiniquim e do enfrentamento aos estereótipos étnico-raciais presentes no cotidiano dessa população, que divide limites próximos com o meio urbano de Aracruz.

O conteúdo do podcast será distribuído para as escolas da Rede Estadual de Ensino em Aracruz e Colatina. “Direcionar parte da produção intelectual e artística dessas pessoas ao ensino público é uma forma de reconhecer narrativas teóricas e históricas concretas sobre um território dentro da história e do ensino tradicional”, afirma a pesquisadora Aline Moschen, que desenvolve pesquisas junto aos povos indígenas de Aracruz desde 2015.

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