Previsão de navio de bandeira chinesa atracar em Portocel leva prefeito de Aracruz a solicitar medidas preventivas contra o novo coronavírus

Surgido na China no fim de 2019, tendo a cidade de Wuhan como epicentro, o novo coronavírus foi declarado pela OMS como emergência internacional diante de risco de disseminação

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O Terminal Especializado de Barra do Riacho (Portocel), em Aracruz. Foto: Divulgação

A previsão de um navio de bandeira chinesa atracar esta semana no Terminal Especializado de Barra do Riacho (Portocel), em Aracruz, levou o prefeito Jones Cavaglieri a enviar uma correspondência em caráter de urgência ao Governo do Estado, Ministério da Saúde e a direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que sejam adotadas medidas preventivas contra o novo coronavírus, que surgiu na China no fim de 2019, e foi declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como emergência internacional diante de risco de disseminação.

De acordo com a Prefeitura de Aracruz, o navio de bandeira chinesa havia atracado no Porto de Capuaba, em Vila Velha, na madrugada da última sexta-feira 31, com previsão de atracar no terminal de Barra do Riacho na primeira semana deste mês. Preocupado com a área portuária do município e a população asiática que opera no Estaleiro Jurong, em Barra do Sahy, Cavaglieri acionou o Estado e órgãos federais de saúde solicitando que fossem adotadas as devidas providências de prevenção e bloqueio quanto ao possível contágio da população aracruzense pelo coronavírus.

Em nota enviada à redação, a Portocel informou que diante dos alertas sobre risco de infecção por coronavírus tem atuado para garantir a segurança e saúde de todos que atuam nas operações do terminal bem como da tripulação dos navios que lá atracam. A empresa tem acompanhando todas as notas técnicas e boletins informativos da OMS e Anvisa, além de mapear as rotas dos navios que atracarão no terminal e acompanhar as ações de fiscalização sanitária da Anvisa.

A Portocel ressaltou ainda que o navio atraca nos portos somente com a autorização das autoridades portuárias e da Anvisa e com o documento “Livre Prática”, emitido pela própria agência, e tem feito ações rotineiras de segurança, como o preenchimento do relatório de saúde pelos comandantes das embarcações provenientes de área de risco informando ao órgão de vigilância sanitária sobre a saúde dos passageiros e tripulantes até 72h antes de o navio chegar ao país. Além disso, a empresa repassa as orientações básicas de saúde aos funcionários, como lavar mãos, cobrir o nariz ao tossir e espirrar, evitar aglomerações, não compartilhar objetos de uso pessoal e se apresentar sintomas, procurar o serviço de saúde mais próximo.

Centro de Operações Estratégicas elabora plano para conter coronavírus
Apesar de o Espírito Santo não registrar nenhum caso suspeito de coronavírus, a secretaria de Estado da Saúde, através do Centro de Operações Estrategicas (COE), elaborou o Plano Resposta às Emergências e pactouou com os municípios. O plano reúne as medidas necessárias para atuação dos serviços de saúde em todo Estado no controle da doença.

Em relação ao atendimento a ser realizado nos municípios, possível porta de entrada de casos suspeitos, todos os profissionais já estão sendo orientados e capacitados para identificação da infecção. Os municípios também estão orientados a realizarem a comunicação obrigatória por meio do FormSUS, para que haja a notificação imediata dos possíveis casos.

De acordo com o coordenador do COE, Luiz Carlos Reblin, não há motivo de alarde da população, já que não há casos confirmados da doença no Brasil. Ele destacou que, como forma de prevenção, as pessoas devem evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas de infecções respiratórias, lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir e manter os ambientes ventilados.

Neste momento para inserir a pessoa que apresentar qualquer sintoma de doença respiratória como caso suspeito de coronavírus, o coordenador explicou que a primeira pergunta a ser feita é se a pessoa esteve na China ou manteve contato com alguém que tenha estado no país asiático nas últimas semanas. “Temos expertise nessas questões, pois temos casos graves de doenças respiratórias o ano inteiro. Não há motivo para alarme pois não temos nenhum caso suspeito registrado no Espírito Santo”, disse Reblin.

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