Prevenção da gravidez na adolescência é tema de projeto

Iniciativa tem como objetivos orientar quanto aos métodos contraceptivos e as consequências da gravidez na adolescência, além de promover atividades e propagandas voltadas à disseminação de informações preventivas e educativas sobre o assunto

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O deputado Delegado Lorenzo Pazolini. Foto: Tati Beling

Por Patrícia Bravin

O deputado Delegado Lorenzo Pazolini é autor de Projeto de Lei 74/2020 que cria a “Semana Estadual de Prevenção da Gravidez na Adolescência”, a ser lembrada em 1º de fevereiro. O parlamentar pretende incluir os dias no calendário que consolida as datas de interesse público no Espírito Santo (Lei 10.973/2019).

A “Semana Estadual de Prevenção da Gravidez na Adolescência” tem como objetivos orientar quanto aos métodos contraceptivos e as consequências da gravidez na adolescência, além de promover atividades e propagandas voltadas à disseminação de informações preventivas e educativas sobre o assunto.

Em abril do ano passado a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou o Brasil quanto à elevada incidência de gravidez na adolescência. A taxa brasileira é de 62 adolescentes grávidas para cada grupo de mil jovens na faixa etária entre 15 e 19 anos. O índice é maior que a taxa mundial, que corresponde a 44 adolescentes grávidas para cada grupo de mil.

“É nessa fase que a adolescente passa por várias transformações: físicas, psíquicas, sociais. Já não é mais criança, entretanto, ainda não é adulta. É sabido que quanto mais precoce é a iniciação sexual, menores são as chances do uso de métodos contraceptivos e, consequentemente, maiores as possibilidades de gravidez, motivo pela qual a disseminação de informações sobre medidas preventivas e educativas se faz extremamente necessária”, explica o autor.

O deputado destaca ainda que, fisicamente, devido ao fato de a mulher não estar totalmente pronta para uma gestação, há maior chance de parto prematuro, rompimento precoce da bolsa e aborto espontâneo. “Psicologicamente, como as adolescentes que se encontram em uma gestação precoce também não estão preparadas, isso pode desencadear depressão pós-parto ou durante a gravidez, diminuição da autoestima e problemas afetivos familiares, que fazem com que, muitas vezes, essas crianças sejam colocadas para adoção ou criadas pelos avós”, alerta o parlamentar.

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