Presidente da Assinpol agradece ao deputado Erick Musso

Segundo Fialho, “há sucateamento na corporação, e agora vem este projeto absurdo do governo estadual, vendendo a ilusão para a sociedade de que irá melhorar a segurança pública. Não vai!”

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Júnior Fialho concorda e apoia o pronunciamento de Erick Musso

Em vídeo gravado e distribuído à categoria, o presidente da Associação dos Investigadores da Polícia Civil (Assinpol), Antônio Fialho Garcia Júnior, que é membro da Executiva Estadual do PDT, agradeceu ao presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, pela manifestação contundente no que tange à falta de efetivo na Polícia Civil.

Segundo Fialho, “há sucateamento na corporação, e agora vem este projeto absurdo do governo estadual, vendendo a ilusão para a sociedade de que irá melhorar a segurança pública. Não vai!”. E continua: “As delegacias do interior estão praticamente fechadas, e algumas já fecharam, por falta de efetivo, falta de um bom planejamento da estrutura. Acabaram com a lei do efetivo na Polícia Civil, foi suprimido. Não temos noção do efetivo de cada unidade. Parabenizo Erick Musso e Danilo Bahiense pela defesa da Polícia Civil. A Assinpol apoia os dois depurados”.

Repercussão positiva na Polícia Civil

Destacando os imensos problemas que a medida trará para o pós-prisão, um grupo de investigadores da Polícia Civil procurou a reportagem para falar sobre o projeto do governo estadual de fechar delegacias e instituir os flagrantes on-line, com a garantia de não divulgação dos seus nomes. Um deles diz que “já estão querendo piorar o que já é um caos. Esses idealizadores não têm noção do problema pós-prisão, ainda mais de uma autoridade como o delegado não estiver presente”.

Outro relata que “concorda com o deputado Erick Musso, que teve uma fala muito acertada, pois quem elaborou o projeto não tem a cabeça da Polícia Judiciária. O caos será muito grande. Tenho 32 anos de polícia, dos quais 31 na Civil. É um caos, com delegado do interior respondendo por 3 a 4 delegacias, deixando a segurança vulnerável e jogada no lixo. O delegado tem que ser presencial, para evitar dúvidas ao Ministério Público, crimes de improbidade etc. Já gera com o delegado, imagina sem!”.

Um deles reitera que será um caos. “Policiais estão revoltados. Isso vem da cabeça de policial militar, que tem a função de pegar o preso na rua e levar ao DPJ, e dali para dentro é com a Polícia Civil, e os PMs não sabem que tem que fazer exame de lesão corporal, levar o preso ao presídio, que não o aceita se estiver lesionado, e por isso o delegado tem que estar presente”.

Um investigador da Polícia Civil em Vitória disse que “trabalho em delegacia especializada, com 4 policiais, e no bairro Jardim Camburi, com 80 mil habitantes, não tem policial para trabalhar na rua. Eu vou lá ajudar um colega a fazer intimações em locais de domínio do tráfico. A delegacia tem apenas 3 policiais e uma escrivã, sendo 2 fazendo ocorrências e um só investigando. Em Goiabeiras só tem 2 policiais civis. Está funcionando com o apoio que eu e meus colegas de outras delegacias damos. Tem investigador dando despacho, escrivão recebendo documento, e as delegacias, em sua maioria, sem policiais. Na sede tem os serviços de entrega de materiais (papel, máscara, álcool), o ESMV, que tem mais de sete policiais trabalhando, suficientes para duas delegacias”.

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