Prefeituras da bacia do rio Doce desenvolvem projetos de saneamento

Para recuperar a bacia do manancial, a Fundação Renova está investindo R$ 600 milhões em cidades mineiras e capixabas

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O rio Doce, com o rompimento da barragem de Fundão, recebeu em seu leito mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, afetando os municipios capixabas de Baixo Guandu, Colatina (foto) e Linhares

A Fundação Renova está destinando recursos para projetos de construção e melhoria da coleta e do tratamento de esgoto e disposição adequada de resíduos sólidos de 39 municípios da bacia do rio Doce. O programa prevê o investimento de R$ 600 milhões, sendo R$ 453 milhões para 35 cidades de Minas Gerais e R$ 147 milhões para quatro do Espírito Santo, atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Os recursos vão atender cerca de 1,5 milhão de pessoas. Até o junho último foram repassados R$ 10,5 milhões a 11 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, além do Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga (Cimvalpi).

Para 2020, estão previstos cerca de R$ 30 milhões em repasses. O recurso vai contribuir com um dos principais desafios da reparação, que é a revitalização do rio Doce e dar apoio aos municípios para que alcancem as metas estabelecidas no Novo Marco Legal do Saneamento Básico.

Atualmente, 80% de todo o esgoto gerado pelos municípios atingidos pelo rompimento de Fundão é despejado no rio Doce, segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBHDoce). “O rio Doce sofreu dois desastres: o rompimento da barragem de Fundão, onde foram mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração para o rio, e o desastre histórico, que inclui o desmatamento da sua bacia e a questão do esgoto, que é muito grave”, diz o diretor-presidente da Fundação Renova, André de Freitas.

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