Potencial logístico do Estado é atrativo para o Reino Unido

O potencial logístico do Espírito Santo, principalmente em termos de infraestrutura portuária e ferroviária, além da boa política fiscal e iniciativas sustentáveis para o desenvolvimento da economia foram destacados pelo cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Anjoum Noorani

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(Foto: Toninho Ribeiro)Da esquerda para a direita, Gustavo Barbosa, presidente do Coinfra da Findes; Claudeci Neto, presidente do Corecon-ES; Anjoum Noorani, Cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro; Paulo Baraona, vice-presidente da Findes; Victor Coelho, presidente da Amunes; e Gustavo Nunes, coordenador de desenvolvimento e competitividade industrial da Findes

Por Lorena Zanon
O potencial logístico do Espírito Santo, principalmente em termos de infraestrutura portuária e ferroviária, além da boa política fiscal e iniciativas sustentáveis para o desenvolvimento da economia foram destacados pelo cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Anjoum Noorani, durante o “Seminário de Comércio Exterior UK-BR”. O evento foi realizado na Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), nesta semana.

O encontro, que reuniu os principais representantes da cadeia de exportação e importação capixaba, discutiu as oportunidades de negócios entre Brasil e Reino Unido. O evento mostrou o Espírito Santo e suas potencialidades, dando destaque a três temas: agenda prioritária do comércio exterior no Estado; agenda da infraestrutura logística e competitividade; e tributação e incentivos fiscais do comércio exterior.

Noorani avalia que o Espírito Santo pode ser um grande parceiro no trânsito logístico para conectar os mercados. “O Espírito Santo reúne estratégias e projetos no mesmo curso do que pretendemos desenvolver. Três potenciais capixabas chamaram muita atenção: os planos voltados para o desenvolvimento portuário e ferroviário, a boa política fiscal com a ausência de dívidas, e em relação a sustentabilidade, com interesse na revolução industrial verde – incluindo a adoção de fontes sustentáveis de combustíveis, por exemplo”, disse durante a sua primeira visita oficial ao Estado.

Segundo o vice-presidente da Findes, Paulo Baraona, o Espírito Santo conta com fatores positivos que o destaca dos demais estados e favorece o aumento da corrente comercial com o Reino Unido. Entre eles estão: posição geográfica estratégica; proximidade de 60% do PIB nacional, por estar em um raio de 1.200 km das principais capitais brasileiras; além de possuir um Fundo Soberano, e ser nota A no Tesouro Nacional, ou seja, ter um bom equilíbrio fiscal.

O Espírito Santo tem total vocação para o comércio exterior, em especial às exportações. Além das indústrias já instaladas por aqui, que podem aumentar sua exportação, também temos novas indústrias chegando e com grande potencial de abastecer o mercado internacional. Acreditamos que a aproximação entre o Reino Unido e o Espírito Santo gerem oportunidades comerciais. A Findes está de portas abertas para que possamos estreitar cada vez mais as relações entre os países e realizar ainda mais negócios“, destacou Baraona.

Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Claudeci Neto, encontros como esse contribuem para discutir a agenda de melhorias para o setor de comércio exterior, além de fomentar o desenvolvimento: “Temos um Estado em que as instituições funcionam, temos um governo que tenta fazer o seu papel e uma economia local que cresce mais que a economia brasileira. É um prazer para o conselho de economia estar aqui neste evento de aproximação entre as instituições, especialmente com o Reino Unido, para formarmos parcerias”.

O presidente do Sindicato de Empresas de Comércio Exterior (Sindiex), Sidemar Acosta, lembrou o que torna o Espírito Santo diferenciado quando o assunto é ambiência de negócios: “O Estado ocupa o primeiro lugar do país no quesito transparência, possui diálogo aberto e constante com diversas instituições ligadas ao comércio exterior capixaba e brasileiro, além de ter facilidade para atuar nas demandas coletivas do setor”.

Para Sidemar, o Estado vem se preparando para o futuro. De acordo com o presidente do Sindiex, o Espírito Santo tem 200 empresas qualificadas para comercializar no mercado internacional. E como suporte para as empresas há o Fundap, um dos incentivos mais antigos do comércio exterior brasileiro. Há ainda o Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES), que contribui para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo.

O coordenador de Desenvolvimento e Competitividade Industrial da Findes, Gustavo Rodrigues, destacou que a Federação está preparada para atender o possível crescimento de demanda entre os países, desde a internacionalização de novas empresas no comércio exterior, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-ES) da Findes, até a expedição do selo internacional de origem da Câmara de Comércio Internacional.

Além disso, a Federação está antenada às práticas ambientais, sociais e de governança. Também conhecida como ESG, essa agenda tem a atenção contínua da Federação, orientando o posicionamento do empresariado sobre políticas de gestão ambiental. Como parte dessas ações dentro do plano estratégico está a elaboração de um inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), que vai ajudar a traçar um diagnóstico da situação atual e orientar a Findes na definição das metas e da implantação de programas de descarbonização.

O Seminário de Comércio Exterior UK-BR é promovido pela Findes, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), pelo Consulado do Reino Unido, pelo Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon), pelo Conselho Federal de Economia (Confecon) e pelo Sindicato do Comércio de Exportação e Importação no Espírito Santo (Sindiex). Também participaram do evento representantes das secretarias estaduais de Desenvolvimento e da Fazenda, além da vice-governadora Jacqueline Moraes.

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