Pedágio na BR-101 “comemora” seis anos e meio e números são os mesmos de 2014

Nos seis anos e sete meses de cobrança (18 de maio de 2014 a 31 de dezembro de 2020) foram 167.621.004 veículos que pagaram a tarifa, sendo a praça de Serra a de maior movimento, com cerca de 500 mil veículos/mês

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Desde 18 de maio de 2014, a Eco101 duplicou somente 41,3km (8,8%) todo o trecho entre as divisas do Espírito Santo com a Bahia o Rio de Janeiro, entre eles o da foto, entre Vila Velha e Guarapari. Foto: Divulgação

Desde o início da cobrança de pedágio nas sete praças da rodovia BR-101, em 18 de maio de 2014, o número de veículos pagantes, de acordo com os boletins de tráfego divulgados mensalmente pela Concessionária Eco101, permanece inalterado, com média de 25 milhões de carros diversos por ano, incluindo aqueles que se utilizam do sistema ‘Sem Parar’.

Nos seis anos e sete meses de cobrança (18 de maio de 2014 a 31 de dezembro de 2020) foram 167.621.004 veículos que pagaram a tarifa, sendo a praça de Serra a de maior movimento, com cerca de 500 mil veículos/mês. A estatística não muda nos 2.418 dias de cobrança: cerca de 70 mil veículos por mês, ou 3 mil por dia, ou 48 por minuto. No período, a média é de sete veículos pagando a tarifa por minuto em cada uma, o que é irrealidade, na avaliação dos deputados integrantes da Comissão de Fiscalização da Eco101 na Assembleia Legislativa.

Os motoristas, no entanto, até agora tiveram pouca contrapartida neste período, quando a Eco101 duplicou somente 41,3 km (8,8%) de todo o trecho entre as divisas do Espírito Santo com a Bahia e o Rio de Janeiro. Os últimos dados constantes no site da empresa são de dezembro do ano passado, e somente a FOLHA DO LITORAL faz esta divulgação no Estado.

2.418 dias de cobrança (18/05/2014 a 31/12/2020)
2014 (18/05 a 31/12 – 227 dias): 16.684.170 veículos
2015 (365 dias): 25.960.951 veículos
2016 (366 dias): 24.301.869 veículos
2017 (365 dias): 24.527.340 veículos
2018 (365 dias): 25.101.761 veículos
2019 (365 dias): 25.891.744 veículos
2020 (365 dias): 25.153.169 veículos

Total em 2.418 dias: 167.621.004 veículos
69.322 veículos/dia
2.885 veículos/hora
48 veículos/minuto

Duplicação atrasada

Pelo contrato de concessão assinado com a ANTT em 17 de abril de 2013 para a duplicação da rodovia BR-101 entre as divisas do Espírito Santo com a Bahia e Rio de Janeiro, com a extensão de 475,9 km, a Eco101 já deveria ter entregue a duplicação do trecho entre os quilômetros 190,5 (João Neiva) e 308,2 (Serra), em maio de 2019, dentro do prazo contratual de cinco anos da cobrança de pedágio, iniciada em 18 de maio de 2014. A Eco101 justifica o atraso alegando que o Ibama ainda não liberou o licenciamento ambiental do Trecho Norte, problema que vem desafiando a Bancada Federal capixaba em Brasília. Também deveria estar duplicado em 2019 o trecho de Serra a Guarapari. O prazo de 10 anos é para o trecho da divisa com a Bahia até João Neiva.

Gatilho para a duplicação

De acordo com o item 3.3.1 do contrato de concessão, as obras de duplicação são condicionadas ao volume de tráfego nos trechos de pistas simples. O fator determinante para as ampliações de capacidade é quando se chega ao Volume Diário Médio Anual (VDMA) dos valores constantes na tabela 3.1, o chamado “gatilho”, ou seja, além dos prazos máximos para a execução das obras, a Concessionária deverá antecipar as datas das obras relativas a duplicações desses trechos. E segundo os deputados da Comissão de Fiscalização, esse volume já foi atingido nos últimos anos.

Contornos em Ibiraçu, Fundão e Linhares

A Eco101 esclarece que está desenvolvendo os estudos de campo necessários ao atendimento dos pedidos de complementação feitos pelo Ibama em setembro de 2019, com base nas contribuições colhidas pelo órgão ambiental junto à população em audiências públicas. Estas complementações, que abrangem estudos relativos aos contornos rodoviários de Fundão, Ibiraçu e Linhares, além de alternativas de traçado à reserva de Sooretama, são exigências do órgão ambiental para a continuidade do processo de licenciamento ambiental do Trecho Norte, iniciado em 2013. Sendo assim, a Concessionária não pode realizar obras de duplicação neste trecho, que abrange de Serra a Mucuri (BA), tendo em vista que o licenciamento ambiental ainda não foi autorizado.

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