Padre de Aracruz condena vandalismo em capela histórica

Família que cuida do local pensa em restringir acesso do público

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Porta, altar e imagens sacras foram destruídas

Em nota sobre o vandalismo ocorrido na capela de Nossa Senhora de Mont´Serrat no último final de semana, em Aracruz, o padre Antonio Luiz Pazzolini Pandolfi, da Paróquia São João Batista, condenou veementemente o ato, confiando às autoridades do município a cabível investigação e apuração dos fatos.

Ponto turístico religioso do município, a capela, construída em 1931, fica a quase 800 metros de altura, no morro do Pelado, próximo à localidade de Taquaral. Vândalos depredaram a parte externa e também a parte interna da igrejinha, incluindo o pequeno altar, as paredes e as imagens de santos. Nem mesmo a cruz do topo da capela foi poupada.

Vemos, em todo o mundo, um crescente ataque ao cristianismo e aos seus espaços sagrados em nome de uma falsa liberdade de expressão ou mesmo de uma intolerância religiosa que não levam a nada senão ao ódio e à violência”, ressaltou o padre Antonio Luiz Pandolfi, acrescentando: “condenamos qualquer ato de intimidação exercido contra comunidades de fé para desencorajar a livre manifestação religiosa das pessoas. Denunciamos que os recentes ataques contra igrejas católicas cristãs representam uma grave violação da liberdade de religião e expressão. Exigimos que o Estado cumpra sua função protetora de cidadania”.

Lohane Zanchetta Morelato, cuja família possui propriedade no ‘pé do morro do Pelado’, foi uma das primeiras a denunciar o vandalismo nas redes sociais. “É lamentável e revoltante. O que leva uma pessoa a subir lá e destruir algo tão significativo; ponto turístico do município e, para muitos, lugar de fé?”, questionou, arrasada. Ela conta que há cerca de três meses as paredes da igrejinha haviam sido rabiscadas, mas não imaginava que algo pior viesse a ocorrer. “Peço que as pessoas que visitam a igrejinha cuidem e zelem pelo local, assim como minha família e a família do Harnom Pimentel, que é bisneto de Euvaldo Soares Souza, que construiu a capela, sempre fizeram. Há ali uma história de fé que merece ser respeitada”, pontuou.

Segundo Harnom Pimentel informou à reportagem de um jornal de Vitória, após o episódio lamentável a sua família pensa em restringir o acesso de visitantes, que nem mesmo durante as restrições da pandemia deixaram de se agrupar no local. “Nunca foi nossa intenção, mas agora estamos pensando em alguma forma de dificultar um pouco. Desde que meu avô Bianor Souza morreu, a igrejinha passou a ficar aberta, até porque não faz sentido mantê-la fechada já que as pessoas iam lá em cima para também conhecê-la. Porém, esse tipo de coisa faz com que a gente repense. Somos nós que cuidamos de tudo, desde a limpeza da estradinha, da trilha e da conservação. Restringindo o acesso, seja cobrando algum valor ou limitando os dias, talvez a gente tenha um pouco mais de controle”, disse, acrescentando ter registrado um Boletim de Ocorrência na polícia.

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