Oficinas estruturam novos arranjos produtivos para a recuperação do rio Doce

Participaram da imersão on-line convidados do Distrito Federal e de cinco estados (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco)

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O rio Doce, com o rompimento da barragem de Fundão, recebeu em seu leito mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, afetando os municipios capixabas de Baixo Guandu, Colatina (foto) e Linhares

Seis novos arranjos produtivos de Sistemas Agroflorestais (SAF), que combinam espécies florestais com culturas agrícolas ou pecuária, estão sendo elaborados na bacia do rio Doce para promover a recuperação ambiental com fins econômicos na região. Os modelos de restauração florestal desenvolvidos são resultado das oficinas virtuais que compõem a segunda fase do ‘Concurso Ideias Renovadoras: Plantando Árvores e Colhendo Alimentos’, realizado por meio de um convênio entre a Fundação Renova e a WWF-Brasil, em parceria com o Instituto Terra e o Centro de Pesquisa Internacional Agroflorestal (Icraf).

Participaram da imersão on-line convidados do Distrito Federal e de cinco estados (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco), incluindo representantes dos cinco projetos de SAF finalistas do concurso e das duas menções honrosas, selecionados entre os 131 inscritos, além de especialistas, técnicos e agricultores da bacia do rio Doce.

As oficinas foram realizadas de 21 a 25 de setembro e funcionaram como um laboratório técnico e colaborativo, com debates, apresentações e painéis digitais. O espaço virtual permitiu a criação de grupos de trabalho que deram origem a seis novos arranjos produtivos de SAF que poderão ser implementados na bacia do rio Doce pela própria Fundação Renova ou qualquer pessoa ou organização interessada.

Dos cerca de 40 mil hectares de área que serão reflorestados pela Fundação Renova na bacia do rio Doce, aproximadamente 10 mil podem ser destinados ao plantio com fins econômicos. “Essa expertise dos projetos trará uma oportunidade para os produtores da bacia preservar as suas áreas, melhorar a qualidade da água e do solo e até mesmo desenvolver atividades voltadas para a geração de renda”, diz Felipe Drummond, especialista de Uso Sustentável da Terra da Fundação Renova.

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