Navio-plataforma montado em Aracruz deve ficar pronto até outubro

Quase dois mil trabalhadores estão envolvidos no projeto, mas na operação serão somente 166 pessoas envolvidas nas atividades ligadas à produção de petróleo e as responsáveis pela habitabilidade do navio, que é quase uma cidade

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Foto: Divulgação

Construído no Estaleiro CIMC Raffles, na China, o casco do navio-plataforma P-71, da Petrobras, chegou ao Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) em dezembro de 2019, para a integração dos módulos da planta de processo e construção de alguns módulos do conjunto de equipamentos e válvulas responsáveis pela operação da embarcação, e deve entrar em operação no campo Itaipu, no litoral Sul do Rio de Janeiro, localizado na área do pré-sal da Bacia de Santos, a 200 quilômetros da costa, entre setembro e outubro deste ano, com estimativa de retirada de 150 mil barris de petróleo por dia, de uma profundidade de sete quilômetros.

Em entrevista exclusiva ao jornal A Gazeta, o gerente de construção da Petrobras, Pedro César Mayer, adiantou que “na atual fase estamos a três ou quatro meses da saída do navio e terminando a interligação eletromecânica e fazendo os testes. Como vamos para a fase offshore (de mar), os testes e simulações são importantes”. O navio tem a altura de um edifício de 33 andares, equivalente a 100 metros, mede 316 metros de comprimento (três campos de futebol) e pesa o correspondente a 220 aviões Boeing 747 (Jumbo).

Quase dois mil trabalhadores estão envolvidos no projeto, mas na operação serão somente 166 pessoas envolvidas nas atividades ligadas à produção de petróleo e as responsáveis pela habitabilidade do navio, que é quase uma cidade, com estação de tratamento de esgotos e de produção de energia, suficiente para abastecer uma cidade de quase 200 mil habitantes. Os trabalhadores ficarão embarcados por 14 dias seguidos, com embarque e desembarque em helicópteros.

Navio Antártico

O próximo desafio do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) será a construção do Navio de Apoio Antártico (NApAnt) para o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). A embarcação, com propulsão diesel-elétrica, será construída ao longo de três anos, tendo dimensões de 93,9 metros de comprimento, 18,5 metros de largura, calado de seis metros e autonomia para 70 dias. A previsão é de geração de 500 a 600 empregos diretos e seis mil indiretos, além de fomentar a indústria naval brasileira e a base tecnológica nacional. O navio terá capacidade para navegar em campos de gelo. Para isso, necessita possuir casco em formato específico e reforçado, particularmente na sua proa, para abrir caminho e quebrar as placas de gelo utilizando o próprio peso e, por vezes, o turbilhonamento provocado por seus propulsores. Para a construção do NApAnt, foram capitalizados pela EMGEPRON aproximadamente R$ 740 milhões.

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