Mulheres de Aracruz frequentam curso de defesa pessoal na Polícia Militar

Nas aulas, as mulheres e demais participantes aprendem como agir em situações perigosas e como prestar atenção nos sinais de possíveis ataques.

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Aulas de karatê e defesa pessoal no 5° BPM: mulheres vão à luta. Foto: Jasleon Humberto

Iniciado em setembro do ano passado para oferecer uma atividade física que compreenda arte marcial, defesa pessoal, saúde e bem-estar físico e mental, o projeto ‘Defenda-se’, promovido no 5° Batalhão da Polícia Militar, em Aracruz, tem atraído inclusive mulheres.

Responsável pela iniciativa, o tenente Adilton Rangel enfatiza que, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020, a cada dois minutos uma mulher é vítima de agressão física e de estrupo a cada oito minutos. “Essas estatísticas alarmantes têm gerado crescimento do público feminino em aulas de artes marciais, ficando evidente a importância de aprenderem a forma correta de autodefesa”, completa o militar.

Em Aracruz, os registros de violência contra a mulher caíram, mas ainda preocupam. De acordo com a delegada Amanda Barbosa, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Aracruz, as violências mais frequentes entre mulheres adultas são a psicológica e a física. Já entre mulheres menores, a violência mais frequente é a sexual.

Voltadas para maiores de 15 anos de idade, as aulas de karatê e defesa pessoal policial ocorrem às segundas e quartas-feiras, a partir de 19h (no momento com turma fechada, mas está prevista a abertura de novas vagas). Nelas, as mulheres e demais participantes aprendem como agir em situações perigosas e como prestar atenção nos sinais de possíveis ataques. “Os alunos aprendem defesas de agressões, contra estrangulamento e condução ao solo, além de imobilizações, chaves de articulações, torções, socos, chutes, entre outros”, explica o tenente Adilton, que está à disposição no 5° BPM para maiores informações.


O que elas dizem

 

Estagiária de Direito, Kenneda Moreira Andrade, 22, conta que começou a participar das aulas de karatê e defesa pessoal por ver a necessidade da mulher estar preparada para lidar com situações adversas. “Frequento as aulas há três meses e acho essencial que as mulheres pratiquem alguma luta marcial. É algo que gera bem-estar e autoconfiança, melhorando nossas habilidades motoras, além dos reflexos e reações”, enfatizou.

A comerciante Vânia Garuzze, 49, diz que se sentiu renovada com as aulas. “São ensinamentos que têm contribuído muito para meu condicionamento físico, como a flexibilidade, a respiração, a postura e a coordenação motora. Está sendo ótimo e aconselho outras mulheres a buscar essa experiência que faz bem não só ao corpo, mas também à mente, elevando nossa autoestima”, frisa.

Encarregada de setor, Kálita Gabriela, 24, conta já passou por situações pelas quais teria melhor lidado caso tivesse o conhecimento que está obtendo com o ensino de karatê e defesa pessoal. “A aula tem, sobretudo, me ajudado no controle da ansiedade. Os conteúdos abordados agregaram bons conhecimentos e busco aplicá-los de forma eficaz na carreira e na vida”, ressaltou.

A servidora pública Uteitieli Miranda, 33, lista a série de benefícios que está obtendo. “Participar das aulas tem me ajudado na agilidade, força, reflexo, resistência, raciocínio rápido, autoestima e leitura do ambiente que me cerca. O karatê e a defesa pessoal não só mudaram meu corpo, como também me permitiram uma visão diferente das coisas. Cada um tem um samurai dentro de si que precisa ser descoberto”, salientou.

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