MPF/ES dá prazo curto para Ibama explicar a demora na análise do licenciamento ambiental da BR-101

Até o momento, já são sete anos de trâmite da solicitação da licença ambiental

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A Rebio de Sooretama, segundo análise do ICMBio, não pode ter obras de duplicação da rodovia BR-101 em seu entorno de 25 km. Foto: Últimos Refúgios

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) enviou na quarta-feira 5 uma nova recomendação ao Ibama para que a autarquia explique a demora na análise do pedido de concessão da licença ambiental objeto do procedimento administrativo 02001.003438/2014-79, referente à duplicação de parte do trecho Norte da rodovia BR-101 no Estado. O prazo é curto e termina no próximo dia 25.

Até o momento, já são sete anos de trâmite da solicitação da licença ambiental. Para o MPF, isso é uma “afronta aos regramentos normativos específicos – artigo 14, da Resolução nº 237/1997 do Conama – e aos Princípios Constitucionais da Eficiência e Moralidade (art. 37, da CF) que asseguram a celeridade de sua tramitação e duração razoável”.

O MPF deu prazo de 20 dias corridos para que o Ibama explique a demora na conclusão do processo de licenciamento ambiental. Segundo o Procurador da República, André Pimentel Filho, autor da recomendação, a autoridade ambiental “não tem permissão para adiar, de modo indefinido, a conclusão de procedimento administrativo em questão, ignorando a realidade existente e o interesse público na célere implementação das melhorias projetadas para parte do trecho Norte da BR-101 e contratadas pela União”.

Pimentel Filho frisa que, ainda que existam dificuldades, fora a área da Reserva Biológica de Sooretama, trata-se de área de uma rodovia federal que tem o mesmo traçado há décadas (desde 1950), “razão pela qual causa espanto a demora e a solicitação de mais estudos”. O procurador complementa que “mais grave do que desconsiderar os referidos aspectos é adotar postura que trata a licença em questão como de interesse exclusivo do empreendedor, não sopesando as graves consequências que o impedimento administrativo-ambiental representa para os usuários da rodovia. Não é exagero registrar que a ausência de duplicação de trechos produz, diariamente, mortes que seriam evitáveis”.

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