Ministério da Saúde alerta para risco de surto de dengue no Estado

No ano passado, o Espírito Santo registrou mais de 79,2 mil casos da doença, cinco vezes mais do que em 2018

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Para eliminar o vetor, é necessário que toda a população esteja atenta e empenhada na eliminação dos criadouros do Aedes aegypti. Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde fez um alerta para o risco de surto de dengue, a partir de março deste ano, em 11 estados do país, incluindo o Espírito Santo, que em 2019 registrou mais de 79,2 mil casos da doença, cinco vezes mais do que em 2018, sendo a pior crise epidêmica desde 2013. Ainda no ano passado, 43 mortes por dengue foram confirmadas no Estado.

Por mais artifícios que adote, o poder público não conseguirá, sozinho, evitar o problema. Uma vez que é principalmente dentro das casas e em volta delas, nos ambientes como jardins, quintais e varandas que o mosquito Aedes aegypti – transmissor do vírus da dengue, da Zika e da chikungunya – se reproduz, a população precisa chamar para si a responsabilidade de identificar e eliminar possíveis criadouros.

Em média, cada Aedes aegypti vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos de cada vez. Ela é capaz de realizar inúmeras posturas no decorrer de sua vida, já que copula com o macho uma única vez, armazenando os espermatozóides em suas espermatecas (reservatórios presentes dentro do aparelho reprodutor). Uma vez com o vírus da dengue, a fêmea torna-se vetor permanente da doença e calcula-se que haja uma probabilidade entre 30 e 40% de chances de suas crias já nascerem também infectadas.

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