Levantamento sobre Leishmaniose em João Neiva

Considerado o principal reservatório do problema, não é o cão quem transmite a doença para o homem. A contaminação é causada pela fêmea do inseto conhecido popularmente como mosquito-palha ou birigui

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Foto: Divulgação/PMJN

A Vigilância em Saúde da Prefeitura de João Neiva iniciou a coleta de sangue em 344 cães para realização de um levantamento que irá apontar se há presença de leishmaniose na cidade. Trata-se de uma doença infecciosa sistêmica que, se não for tratada, leva à morte em até 90% dos casos humanos.

Considerado o principal reservatório do problema, não é o cão quem transmite a doença para o homem. A contaminação é causada pela fêmea do inseto conhecido popularmente como mosquito-palha ou birigui. Ela pica o cão infectado, e depois pica o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.

A secretaria de Saúde de João Neiva diz que o levantamento é importante porque os municípios de Colatina, Linhares e Santa Teresa apresentaram casos rotineiros de leishmaniose humana (cutânea e visceral) em anos recentes (2016-2018), segundo registros do DataSUS.

O último caso de leishmaniose em João Neiva foi registrado em 2016. O médico veterinário Wanderson Lopes Andrade explica que a coleta de sangue, mediante autorização do tutor, está sendo realizada nos cães das áreas rurais e periurbanas, onde o mosquito-palha ou birigui é mais comumente encontrado.

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