Kakarotto e Ayron: conheça pets exóticos que vivem em João Neiva

Amadas pelos donos, as serpentes não peçonhentas são legalizadas, vivem em serpentários específicos, tem comportamento dócil e até perfis dedicados no Instagram (@kakarotto.bcc e @jiboia_ayron)

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Júlia Campagnaro com Kakarotto e Bruna Vieira com Ayron. Fotos: Arquivo Pessoal

Dois lares de João Neiva contam com animais de estimação exóticos. Kakarotto, do casal Júlia Campagnaro e Fhrancys Schaeffer e Ayron, de Bruna Vieira, são jiboias macho da espécie Epicrates cenchria assisi e Boa constrictor constrictor (Bcc), respectivamente. Amadas pelos donos, as serpentes não peçonhentas são legalizadas (vieram de criatórios comerciais autorizados pelo Ibama), vivem em serpentários específicos, tem comportamento dócil e até perfis dedicados no Instagram (@kakarotto.bcc e @jiboia_ayron).

Hoje com dois metros de comprimento, Kakarotto, nascido em 21 de dezembro de 2018, chegou à casa de Júlia Campagnaro há quase quatro anos, medindo entre 20 e 30 centímetros, depois que o esposo Fhrancys Schaeffer a convenceu de ter uma jiboia como pet. A compra com as devidas licenças, no entanto, só ocorreu após muito estudo sobre manejo e manutenção do réptil. “Dentre as espécies de serpentes criadas no Brasil, a jiboia é a mais conhecida e por isso mais procurada, fica muito dócil e é uma ótima opção de animal de estimação”, conta Júlia.

Kakarotto – nome indicado em caixa de perguntas do Instagram Stories – é de uma espécie que raramente ultrapassa os três metros. Possui dentição áglifa, ou seja, não possui presas inoculadoras de veneno. Ele chega a comer uma vez por mês, enquanto aves e mamíferos requerem alimentação e cuidados diários. Sua alimentação teve início com camundongos, e hoje é feita com preás que os próprios donos criam.

A interação das serpentes com os seus proprietários é bem menor se comparada a outros animais, mas, de acordo com especialistas, elas, ao contrário do que muitos pensam, podem sim reconhecer seus donos pelo cheiro e pela forma como eles se habituam a manejá-las. No perfil de Kakarotto no Instagram, Júlia e Fhrancys colecionam uma série de registros do pet nas mãos ou nos ombros de visitantes ou pessoas que ele encontra durante os passeios que faz. “Com isso, a gente passa a ser desmistificador, auxiliando a quebrar preconceitos que cercam a reputação das serpentes. Muitos têm receio, mas logo veem como qualquer outro pet. Foi assim inclusive com meus pais”, relata Júlia.

Ter uma serpente como animal de estimação também é o desejo realizado de Bruna Vieira, que desde pequena se interessa pelo tema. Seu pet Ayron, nascido em 4 de novembro de 2019, hoje tem cerca de 1,20 metro e apresenta a característica de refletir as cores do arco-íris quando exposto a raios solares ou uma iluminação mais intensa. Bem mais rara do que a jiboia comum, a chamada jiboia arco-íris da Caatinga, que raramente ultrapassa 1,80 metro é, segundo especialistas, uma das espécies mais dóceis e de fácil manejo.

Como Kakarotto, Ayron possui dentição áglifa. Sua alimentação ocorre de 15 em 15 dias, com pequenos roedores e pequenas aves (detalhes desse processo podem ser conferidos no perfil @jiboia_ayron no Instagram). “O Ayron veio de um criatório de Minas Gerais. Foi a maior felicidade o momento de buscá-lo no aeroporto”, lembra Bruna. Ela ainda relata que “quando você cria uma serpente automaticamente ajuda a quebrar a má fama delas, que são répteis incríveis e como qualquer outro merecem ser bem tratadas”.

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