João Neiva e Ibiraçu têm menor taxa de extrema pobreza igual ou maior que 50%

A estimativa é feita com base na taxa de pobreza e extrema pobreza, que corresponde ao percentual de pessoas incluídas no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico)

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Foto: Divulgação/PMJN

De acordo com o diagnóstico das desigualdades sociais, com dados até 2018, elaborado pelo projeto Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS-ES), realizado pelo governo do Estado, as menores taxas são registradas em Venda Nova do Imigrante (19,05); João Neiva (24,79); Marechal Floriano (25,72); Marilândia (26,29); Colatina (26,34); Ibiraçu (28,37); Governador Lindemberg (28,50); Iconha (28,90); São Gabriel da Palha (30,79); e Santa Teresa (31,79).

A estimativa é feita com base na taxa de pobreza e extrema pobreza, que corresponde ao percentual de pessoas incluídas no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico). Ainda segundo o diagnóstico do DRS-ES, em 2018 o Espírito Santo tinha 20,8% de pobres (827 mil pessoas) e 4% de pessoas em condição de extrema pobreza (157 mil). Percentuais inferiores aos do Brasil (25,3% e 6,5%) e superiores aos do Sudeste (16,3% e 3,2%).

Imagine um município em que mais da metade da população vive em condição de extrema pobreza? Pois no Espírito Santo, Água Doce do Norte apresenta essa condição, segundo o estudo. O diagnóstico das desigualdades sociais, com dados até 2018, apontou que o pequeno município de dez mil habitantes, na microrregião Noroeste, na divisa com Minas Gerais, registrou 51% de sua população em situação de extrema pobreza, vivendo, portanto, com uma renda mensal per capita inferior a R$ 143,50. Outros 8,5% da população aparecem na condição de pobreza (renda mensal per capital de até R$ 415,40), totalizando 59,5% dos habitantes pobres ou extremamente pobres.

O diagnóstico aponta também que, de 2012 a 2018, houve aumento de 1,4 ponto percentual no número de pobres no Estado, sendo que na Grande Vitória, o aumento foi maior, de 2 pp. Nesse primeiro retrato, outros destaques negativos na taxa de extrema pobreza, segundo o ranking publicado no painel dos municípios, que sucedem Água Doce do Norte, são: Ibitirama (69,58); Laranja da Terra (64,38); Apiacá (63,32); Afonso Claudio (62,76); Muqui (62,73); Mimoso do Sul (61,61); Brejetuba (61,47); Marataízes (60,61); e Cariacica (59,72). Na Grande Vitória, Serra (57,76), Viana (57,68) e Vitória (56,45) também estão com taxa superior a 50. Já Vila Velha aparece com 45,95, próxima de municípios-polo como São Mateus (44,56) e Linhares (44,79).

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