Índios tentam eleição inédita para a Câmara de Aracruz

O único a ocupar o cargo na Câmara, como suplente, foi Ervaldo Santana Almeida, o Ervaldo Índio

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Ervaldo Santana Almeida, o Ervaldo Índio. Foto: Divulgação

Com 10 aldeias sediadas em sua orla, o município de Aracruz nunca teve um vereador índio eleito, e nesta eleição os povos indígenas tentam com cinco candidaturas. O único a ocupar o cargo na Câmara, como suplente, foi Ervaldo Santana Almeida, o Ervaldo Índio, que ocupou a vaga deixada pelo então presidente do Legislativo, Erick Musso, eleito deputado estadual em 2014.

Ervaldo foi vereador de fevereiro de 2015 até o final de 2016, mas não se reelegeu pelo PMN, ficando em 22º lugar, com 695 votos (1,35% do eleitorado). Em seu mandato a saúde nas aldeias foi sua prioridade, mas nesta eleição ele não é candidato. Ervaldo se candidatou a vereador pela primeira vez em 2008, mas não foi eleito. Ao tentar novamente em 2012, ficou entre os suplentes e assumiu a vaga de Erick Musso, passando a ser, de fato, o primeiro vereador índio de Aracruz.

Na época, a aldeia de Caieiras Velhas, de que Ervaldo faz parte, comemorou a notícia de ter um vereador indígena na Câmara. No Censo de 2010, Aracruz registrou 3.040 habitantes autodeclarados indígenas, o que equivale a 3,4% do total, tornando-a uma das cidades com maior concentração de população indígena da região Sudeste. Porém, nunca na história do município um indígena foi eleito para o cargo. Para 2020 são quatro candidatos tupiniquins e um guarani.

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