Força feminina no Corpo de Bombeiros

Cabo Natália Sonegheti e a sargento Vânia Cavachini contam como realizaram o sonho de integrar a corporação reconhecida pela missão de salvar vidas e falam do desafio de seguir uma profissão de maioria masculina

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Sargento Vânia Cavachini e a cabo Natália Sonegheti. Foto: Jasleon Humberto

Exemplos de profissionais determinadas não faltam na carreira de bombeiro militar. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado na próxima segunda-feira 08, a reportagem da FOLHA DO LITORAL conversou com duas das oito mulheres que atualmente atuam na 2ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros, em Aracruz. Cabo Natália Sonegheti e a sargento Vânia Cavachini contam como realizaram o sonho de integrar a corporação reconhecida pela missão de salvar vidas e falam do desafio de seguir uma profissão de maioria masculina.

Foi seguindo o exemplo de seus pais, bombeiros, que a sargento Cavachini e a cabo Natália ingressaram na carreira há 14 e 11 anos, respectivamente. Ambas prestam serviços operacionais, como resgates e combate a incêndios, e sempre buscando se posicionar pelos seus direitos, avaliam que dentro do quartel a presença feminina é encarada com naturalidade. Da porta para fora, ainda há certo estranhamento. Mas, nada que as impeça de mostrar que são capazes e podem realizar tudo aquilo que almejam, provando que o lugar da mulher é onde ela quiser.

“Tenho muito orgulho desses 14 anos de serviço militar. Depois que ingressei na corporação, inspirada pelo meu pai que é bombeiro aposentado, me apaixonei ainda mais pela função. Apesar de minoria na estrutura militar, nós, mulheres, temos que nos impor e mostrar que somos tão competentes quanto os homens, se não mais. É um desafio diário, mas muito recompensador. Não tem preço ir para uma ocorrência e ver os olhares de alegria e satisfação das pessoas que atendemos ou socorremos”, comenta a sargento Vânia Cavachini, que é chefe de guarnições.

“Os desafios de ser mulher dentro de uma estrutura militar são grandes, mas não impossíveis de serem superados, sobretudo, quando você trabalha com o que ama. Para a mulher bombeiro militar, nada é impossível. Ela sabe a que veio, sabe seu potencial e não deixa menos para ninguém no dia a dia. Provamos nosso valor e conquistamos nosso espaço tanto dentro quanto fora da corporação”, diz a cabo Natália Sonegheti, feliz por ser a prova de que é possível ser mulher, militar, esposa e mãe, superando todos os desafios.

A todas as mulheres que sonham em seguir uma carreira de maioria masculina, cabo Natália e a sargento Cavachini lembram a necessidade da mulher acreditar em si e no seu potencial para fazer o que quiser. “É preciso entender que somos capazes como qualquer outro profissional, independente do sexo. Somos donas da nossa própria história e podemos alcançar nossos objetivos, sempre representando nosso valor”, destacam as bombeiros militares.

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