Findes e Imetame se reúnem com deputado para defender investimento em ferrovia

A obra precisaria ser incluída como prioridade na renovação da concessão da ferrovia Centro-Atlântica (FCA)

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Um dos gargalos para o fortalecimento da logística portuária do Espírito Santo é o investimento em ferrovias. Foto Ilustrativa: Beth Santos/Secretaria-Geral da PR

Gestores da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e diretores da Imetame Logística Porto se reuniram com o deputado Evair de Melo, vice-líder do governo federal na Câmara, para apresentar a importância do Contorno da Serra do Tigre (MG) na infraestrutura do Estado. A obra precisaria ser incluída como prioridade na renovação da concessão da ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

Os diretores da Imetame, Gilson Pereira, Giuliano Favalessa e Anderson Carvalho explicaram que o contorno é estratégico para melhorar a conexão dos portos do Espírito Santo com os estados do Corredor Centro-Leste: Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e Espírito Santo.

A Imetame está construindo um porto com profundidade de 17m em Aracruz, que será uma importante opção operacional para as linhas de longo curso que operam com navios de grande porte no Brasil. O porto estará preparado para atender a próxima geração de navios conteineiros, New Post Panamax e também Capesize de grãos.

O Espírito Santo, portanto, terá investimentos em sua estrutura portuária, mas precisa conectar essa estrutura à malha ferroviária para ganhar competitividade. A ferrovia Centro-Atlântica é uma malha ferroviária com ramificações que vão do Centro-Oeste ao Nordeste e alcançam São Paulo e Rio de Janeiro. O trecho mais estratégico para Minas Gerais e Espírito Santo é o do Corredor Centro-Leste, que conecta o Centro-Oeste brasileiro à Estrada de Ferro Vitória a Minas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A proposta da Federação é que o Contorno da Serra do Tigre seja executado com recursos de outorga da renovação da FCA. A renovação da outorga ainda será analisada pela ANTT, a partir da apresentação de novo plano de investimentos pela concessionária. O investimento para a implantação do contorno é estimado em R$ 3,15 bilhões.

O trecho da ferrovia que atravessa a Serra do Tigre apresenta traçado sinuoso e inclinado, com sérias restrições operacionais. O que a Findes defende é a implantação de novo trecho ferroviário – que é o Contorno da Serra do Tigre – com extensão estimada de 450 km entre Patrocínio (MG) e Sete Lagoas (MG).

O novo trecho, com redução da inclinação das rampas e ampliação dos raios de curvatura, possibilitaria aumento da velocidade média no trecho, de 16 km/h para 60 km/h. O contorno permitiria a ampliação da capacidade de transporte do Corredor Centro-Leste, que atualmente é de 9 milhões de toneladas, para 21 milhões, e a redução da distância de transporte entre o Triângulo Mineiro e os portos do Espírito Santo em aproximadamente 120 km. O investimento estimado na Serra do Tigre é de US$ 330 milhões.

Ferrovia
Um dos gargalos para o fortalecimento da logística portuária do Espírito Santo é o investimento em ferrovias. O presidente da Findes, Leonardo de Castro, destacou a importância da implantação do contorno da Serra do Tigre com recursos da renovação da Ferrovia Centro Atlântica (FCA). “Com isso, conseguiríamos aumentar em quase 20 milhões de toneladas o tráfego nessa ferrovia”. O ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, explicou que a renovação da FCA está ganhando corpo e informou que está trabalhando na aprovação do projeto junto ao TCU e que espera a renovação da ferrovia o mais rápido possível. Como compromisso da concessão, Tarcísio assegurou a realização das obras da EF-118, entre Cariacica e Anchieta.

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