Filhas lançam documentário sobre a vida do professor Coutinho

O filme “Faça o que precisa ser feito: A vida de José Maria Coutinho”, de 40 minutos, foi disponibilizado no Youtube

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Sessão fechada reuniu cerca de 80 pessoas, entre autoridades municipais, entrevistados que participaram do média-metragem e familiares, no auditório do Senai.

Foi lançado em Aracruz o documentário “Faça o que precisa ser feito: A vida de José Maria Coutinho”, em sessão fechada para cerca de 80 pessoas, entre autoridades municipais, entrevistados que participaram do média-metragem e familiares, no auditório do Senai.

Antes da exibição do filme, que possui 40 minutos de duração, os diretores do documentário e autoridades presentes falaram sobre a experiência da realização do média-metragem, suas experiências pessoais com o homenageado e destacaram a importância do trabalho desenvolvido pelo professor Coutinho durante mais de 20 anos, não consecutivos, no município de Aracruz.

“O roteiro de um documentário, diferentemente de outros roteiros cinematográficos, é uma obra em construção. Temos um fio condutor, por meio das perguntas aos entrevistados, para construir a narrativa, mas não sabemos o que será respondido. Então, hoje só tenho a agradecer a os entrevistados que ajudaram a construir essa obra, para podermos contar um pouco da vida desse ser humano extraordinário, que foi José Maria Coutinho”, explicou a roteirista e diretora do documentário, Cristiana Coutinho.

O diretor de Cena e Fotografia, Rogério Sarmenghi, agradeceu a oportunidade de integrar a equipe do documentário e falou da importância de se contar a história de Aracruz por meio das pessoas: “Foi um presente que recebi, poder participar da construção dessa obra. Eu sou um apaixonado pelo município de Aracruz e acredito que quem faz a história são as pessoas”.

Para a diretora de produção do documentário, Ananda Coutinho, “a vontade de fazer esse documentário surgiu no próprio velório, quando eu percebi a necessidade de contar a história dele. Pessoas que eu não conhecia chegavam e diziam como ele foi importante na vida delas”, destacou.

Estrutura do documentário

O média-metragem foi concebido em blocos, dando destaque a momentos e fatos que marcaram a trajetória de José Maria Coutinho. O primeiro bloco faz uma introdução e conta com os depoimentos de alguns dos 21 irmãos e amigos de infância. A seguir, a passagem de tempo enfatiza o Mestrado nos Estados Unidos, a aprovação em concursos públicos e as homenagens recebidas em Los Angeles. Os três blocos subsequentes evidenciam a militância política na época da ditadura militar, a participação na formação das instituições do Movimento Negro Unificado e na UPES – União dos Professores do Espírito Santo. Depois, o bloco Yoga destaca sua atuação como professor de Hatha-yoga. A seguir, um resumo da sua atividade como professor universitário, tendo alcançado o mais alto patamar da carreira acadêmica, obtendo o grau de professor titular. Uma volta na passagem do tempo destaca o período do Doutorado e a Ação Educativa Militante desenvolvida em Barra do Riacho. Também nessa época, trabalhou na Revitalização Cultural Indígena e participou da luta com os Tupiniquins e Guaranis pela demarcação das terras, temas do oitavo bloco. A seguir, o documentário apresenta a atuação do professor Coutinho a frente da Secretaria de Cultura, Desporto e Lazer de Aracruz e o legado deixado. Os últimos dois blocos trazem a família e a definição de Coutinho em uma palavra ou uma frase por parte dos entrevistados.

Quem foi José Maria Coutinho?

Filho de Barra do Riacho, Aracruz, órfão de pai aos 11 anos e de mãe aos 17, o Ph.D. em Ciências Sociais e Educação Comparada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles – UCLA e professor da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, realizou o trabalho intitulado “Ação Educativa Militante em Revitalização Cultural e Organização Popular”, com a produção de variadas atividades que, no geral, contribuíram para o resgate da identidade cultural local da comunidade atingida pela instalação da fábrica da Aracruz Celulose na década de 1970. Promoveu, por meio da conscientização popular, a construção da cidadania e da qualidade de vida da população. Também foi secretário de Cultura, de 2004 a 2009, da então secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer.

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