Festa de Santa Cruz é neste final de semana

Hoje 29, a festa começa a partir de 21h, com show da aracruzense Amanda Paganoto

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Perfeito por natureza e bucólico por vocação, o distrito de Santa Cruz, no litoral de Aracruz, é a região mais antiga do município. Foto: Divulgação/PMA

Adiada por causa das chuvas, a festa dos 463 anos de Santa Cruz será neste final de semana, com três dias de programação com diversas atrações musicais, feira de artesanatos, barracas de comidas e bebidas, além da Mumunha – prato típico da região, que será comercializado durante a festa.

Hoje 29, a festa começa a partir de 21h, com show da aracruzense Amanda Paganoto. À zero hora, a banda Comichão se apresenta no palco, com os melhores ritmos da atualidade. Amanhã 30, às 21h, Renan di Castro anima a festa e, à meia-noite, show com Clessio Meier. Já no domingo 01, a programação continua com o grupo Pérola Negra, às 15h30 e, mais tarde, às 18h, show com Allan Rezende.

“Além disso, na sexta e sábado também vamos prestigiar as apresentações do grupo Dançarte Mix, que promete animar o público. Esperamos que seja uma festa tranquila e aconchegante, assim como o clima de Santa Cruz. Queremos que a comunidade venha festejar e que turistas se sintam em casa e aproveitem o nosso litoral”, comentou a secretária de Turismo e Cultura, Flávia Cândida.

Já o prefeito de Aracruz, Jones Cavaglieri, ressalta a importância histórica de Santa Cruz, que “se destaca, entre seus atrativos turísticos pela diversidade cultural, fruto do talento do seu povo. A história começa ali, às margens do rio Piraquê-açu, e por isso temos o compromisso de manter a memória daquela região”.

Memória Viva
O balneário de Santa Cruz está situado às margens da foz do Rio Piraquê-açu, com histórias de muitas gerações que se mantêm vivas através casarões antigos, o cais do porto, a Fonte do Caju, o extenso manguezal e pescadores à beira do rio. Santa Cruz foi fundada em 1556 pelo padre Brás Lourenço, auxiliado pelo também padre Diogo Jácome. Tudo começou com a chegada dos homens brancos naquelas terras habitadas somente pelos índios tupiniquins, chefiados pelo cacique Maracaiá-Guaçu, ou Grande Gato. Eles chegaram em virtude do processo de catequização, fundando um núcleo de catequese que atraiu várias tribos de índios da região. Mais tarde, com a criação da Aldeia dos Reis Magos (atual Nova Almeida) o núcleo passou a denominar-se Aldeia Velha.

Em 16 de dezembro de 1837 a Aldeia Velha tornou-se distrito. Uma lei provincial elevou o povoado a Freguesia, passando ela a fazer parte do termo de Nova Almeida. Em 1848, por Lei Provincial no. 2, a Freguesia foi elevada a Vila. O município foi criado em 3 de abril de 1848 com o nome de Santa Cruz.

Em 1860, Santa Cruz recebeu a visita de D. Pedro II, que pernoitou em Santa Cruz e até inaugurou o chafariz público. Para abrigar o imperador, foi construído o prédio onde depois funcionou a antiga Câmara Municipal, hoje um dos dois únicos patrimônios do Município de Aracruz tombado pelo Conselho Estadual de Cultura.

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