Estados Unidos e Europa querem equipamento automático em operação no Portocel

O desenvolvimento do spreader automático custou cerca de R$ 5 milhões para a Suzano e Cenibra, sócias do Portocel, em parceria com as empresas Forte Mar, de Aracruz; Saur e a multinacional finlandesa Pöyry

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Foto: Divulgação/Portocel

Desenvolvido em Aracruz, o aparelho automático para levantar cargas de celulose, que começou a ser utilizado no ano passado pelo Portocel, ampliou a eficiência e a segurança do terminal e despertou a atenção dos mercados americano e europeu, interessados na aquisição do spreader automático de alta capacidade, que substituiu o trabalho de quatro operadores para levantar contêineres e cargas unitizadas (volumes, pesos, formatos e tamanhos diferentes de cargas em uma unidade idêntica e uniforme) e no embarque de celulose em fardos.

Antes, o embarque necessitava da mão de obra de quatro pessoas, que precisavam engatar, manualmente, a carga ao guindaste, o que era um trabalho considerado perigoso. Alexandre Mori, gerente-executivo do Portocel, informou ao jornal A Gazeta que “a ideia da automatização começou em 2016, permitindo operações com mais segurança e eficiência, permitindo a realocação de funcionários. O mundo está atrás deste equipamento, porque a automação nos embarques de cargas pesadas ainda não chegou por lá e estamos sendo acionados por portos americanos e europeus, cujos responsáveis querem observar o funcionamento e avaliar a viabilidade de aquisição”.

O desenvolvimento do spreader automático custou cerca de R$ 5 milhões para a Suzano e Cenibra, sócias do Portocel, em parceria com as empresas Forte Mar, de Aracruz; Saur (empresa nacional especializada em movimentação de cargas) e a multinacional finlandesa Pöyry, que presta serviços de engenharia. A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), desenvolve atualmente a segunda versão do equipamento, mais inteligente e com mais capacidade de uso.

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