Escritor fala sobre a formação histórica e cultural de Aracruz para universitários

Durante o encontro com os universitários, Rogério contou histórias sobre a formação de Aracruz

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Os professores Adriana Recla e Marcos Halasz com o escritor aracruzense Rogério Sarmenghi(Foto: Alessandro Bitti)

O escritor Rogério Sarmenghi, membro fundador da Academia Aracruzense de Letras (Acal), conversou com os estudantes do 1º período dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da FAACZ. O convite foi feito pelos professores Adriana Recla Sarcinelli e Marcos Roberto Teixeira Halasz, responsáveis pela disciplina “Extensão Interdisciplinar I”.

 Segundo os docentes, o objetivo do bate-papo foi inserir o acadêmico no eixo de Cultura, Linguagem e Patrimônio como um dos processos fundamentais do comportamento solidário e transformador facilitando a compreensão dos relacionamentos interpessoais e do indivíduo com a sociedade.

Durante o encontro com os universitários, Rogério contou histórias sobre a formação de Aracruz, do pioneirismo da expedição Tabacchi que deu início à imigração em massa de italianos para o Brasil; da formação do povo aracruzense, composta por etnias de índios tupiniquins e guaranis, de italianos, de portugueses e de afrodescendentes, além da passagem de Dom Pedro II por Santa Cruz, passando por Barra do Sahy e Barra do Riacho.

Além disso, o escritor falou sobre a importância da cultura e do artesanato aracruzense, que é muito forte e importante na geração de renda e na divulgação do município. Afinal, mais de 700 pessoas estão envolvidas diretamente no setor de turismo em Aracruz. “O turismo é uma grande fonte de renda. Se abrirmos a nossa visão sobre a cultura e pensarmos do ponto de vista do empreendedorismo, deveríamos ter políticas públicas em nosso município com esse foco. As oportunidades são muitas e dentro da cultura existem várias que valem a pena entender e pesquisar”, salientou Rogério.

O Congo é um legado afro-brasileiro, entretanto, explicou Rogério, essa manifestação de caráter popular foi criada pelos índios tupiniquins. Ele afirmou ainda que Aracruz é um dos municípios mais multiculturais do Espírito Santo e é o único município capixaba com índios aldeados. “Temos uma dívida no Brasil com o afrodescendente. Fomos os primeiros a trazer escravos e os últimos a abolir a escravidão. Sem contar que, abandonamos todos os negros escravos a própria sorte. Por isso, todo respeito e valorização que pudermos ter com o afro-brasileiro é muito bem-vindo”, ressaltou Rogério.

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