Escola de Cerâmica produz peças em Ibiraçu

O propósito da iniciativa é criar, futuramente, um polo de cerâmica de alta qualidade abrangendo os municípios de Ibiraçu, Aracruz, Fundão e João Neiva

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Utilizando técnicas milenares da cerâmica japonesa de alta temperatura, o projeto tem como objetivo profissionalizar e gerar renda à população das comunidades do seu entorno. Foto: Divulgação/Kanzeon

Já está funcionando a linha de produção da Escola Oficina de Cerâmica Kanzeon, criada pelo Mosteiro Zen Morro da Vargem, em parceria com o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidores do Espírito Santo (Sincades), Prefeitura de Ibiraçu e Associação Amigos da Justiça. O atelier fica na Praça Torii, situada próximo à rodovia BR-101, onde está sendo erguido o monumento do Grande Buda.

Utilizando técnicas milenares da cerâmica japonesa de alta temperatura, o projeto tem como objetivo profissionalizar e gerar renda à população das comunidades do seu entorno. O propósito da iniciativa é criar, futuramente, um polo de cerâmica de alta qualidade abrangendo os municípios de Ibiraçu, Aracruz, Fundão e João Neiva.

A Escola Oficina de Cerâmica Kanzeon está sob direção artística da renomada ceramista Kimi Ni, com o apoio da ceramista Heloísa Galvão. As aulas são ministradas pelo professor Márcio Moura, da Bahia, e pela professora Clara Pignaton, do Espírito Santo. Esta é a primeira escola na América do Sul que proporciona esse tipo de curso.

História
No Japão, o ato de beber chá foi aos poucos transformado numa forma de arte que incorporava a estética zen. O mestre Sen no Rikyu (1522-1591) pediu ao ceramista Chojiro (1516-1592) que criasse tigelas de chá que personificassem seus ideais de beleza natural. As tigelas de Chojiro receberam a aprovação do líder samurai Toyotomi Hideyoshi (1536-1598), que apelidou Chojiro de “Raku”, o qual acabou estampado nas tigelas. As cerâmicas Raku eram feitas à mão com argila, queimadas individualmente em altas temperaturas e logo depois esfriadas. O esmaltado escuro e grosso ressalta a cor verde do chá e a forma irregular da tigela confere um prazer tátil ao usuário. Os descendentes de Chojiro continuam a fazer as cerâmicas Raku até hoje.

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