Escola de Cerâmica do Mosteiro Zen forma primeira turma

O projeto foi idealizado pelo abade Daiju Bitti, do Mosteiro Zen, para atender jovens, mulheres e idosos das comunidades do seu entorno

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O Mosteiro Zen Morro da Vargem, de Ibiraçu, forma amanhã 30, às 9h, a primeira turma da Escola de Cerâmica Kanzeon, em evento na Praça Torii, ao lado do Grande Buda. O curso teve a duração de um ano, envolvendo alunas dos municípios de Aracruz, Ibiraçu, Fundão e João Neiva. O empreendimento tem apoio do Sebrae-ES, Associação Amigos da Justiça, Aderes, Vale, Ecorodovias, Governo do Estado e prefeituras de Ibiraçu, João Neiva e Aracruz.

O projeto foi idealizado pelo abade Daiju Bitti, do Mosteiro Zen, para atender jovens, mulheres e idosos das comunidades do seu entorno. A iniciativa promove capacitação profissional na arte da cerâmica japonesa de alta temperatura e geração de renda para os alunos, com a comercialização das peças produzidas por eles. A escola é a primeira na América do Sul que proporciona esse tipo de curso, o que é um privilégio para as pessoas que vivem em Ibiraçu e Região.

A CERÂMICA E O ZEN

No Japão, o ato de beber o chá foi aos poucos transformado numa forma de arte que incorporava a estética zen. O mestre Sen no Rikyū (1522-1591) pediu ao ceramista Chojiro (1516-1592) que criasse tigelas de chá que personificassem seus ideais de beleza natural. As tigelas de Chojiro receberam a aprovação do líder samurai Toyotomi Hideyoshi (1536-1598), que apelidou Chojiro de “Raku”, o qual acabou estampado nas tigelas. As cerâmicas Raku eram feitas à mão com argila, queimadas individualmente em altas temperaturas e logo depois esfriadas. O esmaltado escuro e grosso ressalta a cor verde do chá e a forma irregular da tigela confere um prazer tátil ao usuário. Os descendentes de Chojiro continuam a fazer as cerâmicas Raku até hoje.

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