Escola de Aracruz cria estratégia para apoiar alunos que tem acesso precário à internet

Os alunos moram a cerca de 20 quilômetros da escola e também esbarram na dificuldade de se deslocar até lá para buscar as atividades impressas

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Foto: José Carlos Ghidetti Júnior

Estudar em tempos de pandemia é um desafio maior para quem mora em comunidades onde o acesso à internet é precário ou não existe. É o caso dos alunos do Assentamento Nova Esperança e da localidade de Brejo Grande, no interior do distrito de Vila do Riacho, em Aracruz. Eles estudam na Escola Ermentina Leal, a cerca de 20 quilômetros de suas casas, e também esbarram na dificuldade de se deslocar até a unidade de ensino para buscar as chamadas APNPs (Atividades Pedagógicas Não Presenciais).

Ciente dessas dificuldades, a equipe pedagógica da escola, a partir do contato da mãe de uma aluna, buscou alternativas para reduzir ao máximo o prejuízo acadêmico e também evitar a evasão escolar. Primeiro, o diretor Luiz Claudio Moro Aioffi visitou o Assentamento para entregar as APNPs e, mais recentemente, o professor de Educação Física, José Carlos Ghidetti Júnior, é quem foi ao encontro dos alunos e seus familiares.

Para distribuir as APNPs de porta em porta nas residências dos alunos, José Carlos disse ter percorrido 46 quilômetros de bicicleta. “Todo o esforço é recompensado pelo comprometimento dos alunos. Eles e os pais ou responsáveis são receptivos e ficam imensamente agradecidos. Para mim, é gratificante contribuir com esses estudantes”, ressaltou o professor.

A retomada das aulas presenciais segue sem previsão. Enquanto isso, os alunos que vivem no Assentamento Nova Esperança e na localidade de Brejo Grande seguem contando com os profissionais da Escola Ermentina Leal para ter acesso às atividades.

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