Erling Lorentzen, fundador da Aracruz Celulose, morre aos 98 anos

O empresário, fundador da Aracruz Celulose, hoje Suzano, morreu em Oslo, na Noruega

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Foto: jornal VC.Empresário norueguês lutou na Segunda Guerra, se casou com princesa norueguesa e se mudou para o Brasil na década de 1950

O empresário norueguês radicado no Brasil, Erling Lorentzen, de 98 anos, morreu nesta terça-feira 09, de causa não divulgada. O empresário, fundador da Aracruz Celulose, hoje Suzano, morreu em Oslo, na Noruega. O falecimento foi lamentado por autoridades do Estado. O governador Renato Casagrande exaltou o espírito empreendedor do empresário.

Também o ex-governador Paulo Hartung se manifestou, dizendo que “o exemplo de Lorentzen de empreendedorismo, busca por sustentabilidade, visão empresarial, representa um marco importante não só do setor, mas também para o Brasil e para a indústria mundial de celulose“, disse.

Erling Lorentzen nasceu em Oslo, na Noruega, em 28 de janeiro de 1923. Aos 17 anos, lutou na Segunda Guerra contra os alemães. Em 1945 foi aceito na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Casou-se com a princesa Ragnhild, da Noruega, filha mais velha do rei Olavo V e da princesa Marta, da Suécia, em 1953, com quem teve três filhos, Haakon, Ingeborg e Ragnhild. Veio ao Brasil no mesmo ano em decorrência dos negócios da família no segmento de transporte marítimo. Chegando aqui adquiriu, da norte-americana Esso, a distribuidora de gás de cozinha. Em seguida, abriu sua própria companhia de navegação, a Norsul, que ainda atua no Portocel, em Aracruz.

Em 1972, Lorentzen fundou a Aracruz Celulose, que se tornou mais tarde a primeira empresa do setor florestal no mundo a estar na lista de empresas do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World) 2007/2008, da Bolsa de Valores de Nova York. Em 1° de setembro de 2009 a empresa se fundiu com a VCP para formar a Fibria, tornando-se líder global no mercado de celulose e com receita líquida anual estimada em R$ 6 bilhões. Em 2018, a Suzano Papel e Celulose comprou a Fibria por R$ 65 bilhões.

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