Erick Musso propõe debate com o Governo do estado para manter contas organizadas

Musso frisou que o governador Renato Casagrande tem na Assembleia uma parceira e que a ideia é ajudar o Estado a passar pelos transtornos da pandemia

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O deputado estadual Erick Musso. Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa

Por Gleyson Tete

O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, sugeriu durante a sessão ordinária virtual realizada no dia 5 que a Casa discuta com o Executivo estadual medidas para manter as contas públicas equilibradas diante dos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Ele destacou que poderiam ser revistos empréstimos aprovados junto a bancos estrangeiros e a destinação das verbas dos fundos Soberano e de Infraestrutura.

“Temos que aprofundar o debate, estou escutando muitas coisas de todos os lados. O Orçamento (do Estado) pode ser o menor da década com menos R$ 3,5 bilhões. O governo federal disse que vai dar R$ 2,2 bilhões. Então essa perda será de cerca de R$ 1 bilhão, a Casa não pode se furtar do seu papel fiscalizador. Queria que a gente pudesse debater um futuro não-endividamento do Espírito Santo”, salientou.

De acordo com o parlamentar, a queda de arrecadação pode ser um fator de desequilíbrio do caixa estadual e talvez afetar até a nota ‘A’ que o Espírito Santo possui junto à secretaria do Tesouro Nacional quanto a sua capacidade de pagamento. Dessa forma, avalia que seria necessária uma nova discussão de iniciativas aprovadas pelo Legislativo num cenário completamente diferente do atual.

“Com essa avalanche que estamos sofrendo no mundo e no Espírito Santo, precisamos rever os empréstimos futuros, os fundos e fazer um debate aprofundado do que o governo federal aportará para dar uma amortecida no Estado. Temos que tentar manter o Estado equilibrado. Queria fazer esse alerta para o secretário de Fazenda e para o governador. Temos que manter as contas equilibradas, pagar os fornecedores e os servidores públicos”, afirmou.

Musso frisou que o governador Renato Casagrande tem na Assembleia uma parceira e que a ideia é ajudar o Estado a passar pelos transtornos da pandemia. “Não queremos ver daqui a 5 ou 10 anos o Espírito Santo de duas décadas atrás. Precisamos rever o empréstimo do banco e os fundos. Queremos ter a segurança de que o Estado vai se manter pelo menos com o arroz e o feijão equilibrado. Há seis meses estávamos pensando em comprar uma picanha ou contrafilé, mas temos que entender que neste momento é arroz, feijão e ovo”, concluiu.

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