Erick Musso é contra a decisão do governador de retirar plantão policial em Aracruz

Erick Musso falou da precariedade das forças de segurança pública, tanto polícia militar e civil, e defendeu melhores salários para PMs, delegados, bombeiros militares, investigadores e toda a infraestrutura da Polícia Civil

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Musso destacou que não faz críticas ao governador sobre a portaria, mas “considera a decisão erradíssima”

Em pronunciamento na sessão de quarta-feira 18 na Assembleia Legislativa, o presidente Erick Musso se posicionou contra a portaria do governador Renato Casagrande, que institui o sistema de teleflagrante em Aracruz, acabando com os plantões policiais. Musso destacou que não faz críticas ao governador sobre a portaria, mas “considera a decisão erradíssima”.

Tenho recebido várias reclamações e é um completo absurdo o teleflagrante. É você fechar as delegacias de 12 horas no interior, onde já tem um delegado, um escrivão, para atender 8, 10 ou 15 municípios. Tem três policiais para tomar conta de 10 cidades. Já é precário. Prefeituras botando gasolina em viaturas, dando estagiários para delegacias, ajudando na estrutura das polícias Militar e Civil, que estão precaríssimas, e agora vem o governo vem com uma decisão de botar teleflagrante”, destaca o deputado.

Continuando, Erick Musso disse que “é uma coisa que realmente não dá para acreditar, e ainda vem com uma proposta de nos plantões de finais de semana dar uma gratificação de R$ 400,00. Por favor, investigadores de polícia estão ganhando como delegados. Cada um precisa da sua esfera. Esta Casa tem que se levantar nesta questão do teleflagrante, pois todos os deputados e deputadas serão demandados por isso, e acredito que em pouco tempo o governo terá que rever esta decisão”.

E finaliza: “Estamos falando que municípios do Sul do estado terão que se concentrar em Cachoeiro de Itapemirim, e os do Norte em Linhares ou Vitória. Aracruz, com 110 mil habitantes, perderá os seus plantões, pois tudo será em Vitória e os delegados terão que fazer flagrante por videoconferência. Isso não existe, é inconcebível e inadmissível e tenho o dever de fazer este alerta aos capixabas, aos prefeitos, vereadores e lideranças municipais, para fazer uma força conjunta para não deixar isto acontecer, porque será um retrocesso de grandes proporções”.

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