Empresários devem cobrar setor público, diz Carlos Aguiar

Aguiar acredita que estamos vivendo uma crise sem precedentes, que juntou três fatores ao mesmo tempo: a pandemia, o medo generalizado e a crise econômica

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O ex-presidente e conselheiro da Fibria (atual Suzano), Carlos Aguiar. Foto: Divulgação

Em live promovida pela Apex Partners, o ex-presidente e conselheiro da Fibria (atual Suzano), Carlos Aguiar, falou sobre os impactos e perspectivas pós-crise no Brasil e no mundo, e discorreu sobre as diferenças entre essa nova crise e as recessões do passado. Segundo ele, “cabe ao empresariado cobrar mudanças do setor público”.

Aguiar acredita que estamos vivendo uma crise sem precedentes, que juntou três fatores ao mesmo tempo: a pandemia, o medo generalizado e a crise econômica. Ele vê que este momento está sendo diferente da crise de 2008, por exemplo, que se caracterizou por ser uma crise exclusivamente financeira.

O ex-presidente da Fibria enxerga uma crise que afeta profundamente quatro sistemas: o da saúde; o econômico, com impactos no pleno emprego, PIB e social (isolamento completo em vários países ricos) e o geopolítico (com países disputando a liderança na solução para a crise, bem como o mérito pelo “livramento desse mal”.

Em meio ao cenário de incertezas que se instaura, Carlos Aguiar aponta que, mais do que nunca, são necessárias lideranças para propor soluções. Ele comenta que existem dois tipos de liderança, uma natural, onde indivíduos sem estudos possuem um espírito de liderança aflorado e os que se preparam para serem líderes.

“Com a acessibilidade à informação hoje é mais fácil formar lideranças. Apesar disso, falta disposição. Empresários visionários estão investindo nesse quesito para despontar lideranças que trabalham para mudar o rumo do país. Contudo, por fatores históricos, alguns temem entrar na política: roubalheira e corrupção fazem com que alguns prefiram ficar de fora”, discorreu o empresário.

Aguiar acredita que esta é a hora de exigirmos que o governo corte os privilégios do setor público para dar fôlego nos cofres e ajudar a população que mais precisa. “Esse papel de cobrar mudanças no setor público é fundamentalmente do empresariado. O mundo está no fim de um ciclo. Esse vírus veio para acelerar as mudanças que o novo paradigma e as novas tecnologias vão trazer”, concluiu.

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