Eles disseram

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Há uns 2.500 anos Confúcio assim aconselhava os governantes: “Apenas deseje o bem e o povo será bom. Governe-o com dignidade e o povo será reverente; trate-o com bondade e o povo dará o melhor de si; promova os homens bons e eduque os mais atrasados, e o povo ficará tomado de entusiasmo”.

Referindo-se à força do exemplo de um governante, assim pregou: “Se um homem é correto, então haverá obediência sem que ordens sejam dadas; mas se ele não é correto não haverá obediências, mesmo que ordens sejam dadas”. Advertiu, então, que “O povo fica desonesto e manhoso se é governado por artimanhas e castigos”.

Sobre as denominadas “equipes de governo”, ensinou: “Conheça os homens. Promova os justos e coloque-os acima dos corrompidos”. E advertiu: “Mas, se promover os errados e afastar os corretos, você perderá o coração do povo”.

Acerca da importância do sentimento de grandeza, eis sua fala: “Não deixe o ressentimento pessoal se intrometer nas coisas públicas ou nos assuntos particulares”. E: “Uma pessoa que consegue cuidar de sua vida de maneira apropriada lidará com o governo da mesma forma. Mas, se sua vida for inapropriada, seu governo também o será”.

E o mal? O crime? Eis sua palavra: Como é verdadeiro o ditado que diz que depois que um reino foi governado durante cem anos por bons homens é possível vencer a crueldade e acabar com os homicídios”.

Avançamos no tempo, rumo à antiguidade clássica: “quem governa a República e protege só uma parte dos cidadãos, sem se preocupar com os outros, induz no Estado o mais maléfico dos flagelos, a desavença e a revolta” (Cícero).

Chegamos então a tempos mais, digamos, atuais – e a outros pensamentos. Comecemos por Chartier, segundo quem “todos os homens são sensíveis quando espectadores e insensíveis quando participantes”. Complementa-o Santo Agostinho: “Não havendo justiça, o que são os governos senão um bando de ladrões”?

Examinando esta questão a partir de outro ângulo, Francis Bacon constatou que “nada provoca mais danos num Estado do que homens astutos querendo se passar por sábios”. E o amanhã? Meditemos, com uma pontinha de esperança, sobre as palavras de Franklin Roosevelt: “O futuro repousa sobre os líderes políticos sábios, conscientes de que o público se interessa mais pelo governo do que pela política”.

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