Eleição de Vitória sobe ao Altar

Padre da Praia do Canto acusa colega de ser inimigo da igreja

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O Frei Agostinho Morozoni, na foto, repudiou o colega, afirmando, também em vídeo viralizado nas redes sociais, que ele, sim, ao pedir votos para Coser e dizer que o Delegado Lorenzo Pazolini, o outro candidato, é inimigo da igreja, agiu como o “verdadeiro inimigo da igreja”.

Padre da Praia do Canto acusa colega de ser inimigo da igreja
Revoltado com as insinuações do padre Kelmer Brandão, da Igreja Católica de Itararé, que usou a missa para fazer engajamento político em favor do candidato do PT à Prefeitura de Vitória, João Coser, o padre titular da Igreja de Santa Rita de Cássia, na Praia do Canto, uma das mais tradicionais da Capital, Frei Agostinho Morozoni, repudiou o colega, afirmando, também em vídeo viralizado nas redes sociais, que ele, sim, ao pedir votos para Coser e dizer que o Delegado Lorenzo Pazolini, o outro candidato, é inimigo da igreja, agiu como o “verdadeiro inimigo da igreja”.

Frei Agostinho foi taxativo: “dirijo-me a vocês, queridos paroquianos, mas também a todos a quem interessar. Vocês, alguns de vocês, devem ter recebido um vídeo que foi publicado nas redes sociais de mídias de internet. Um vídeo de um colega do sacerdócio, próximo daqui, em outra Paróquia, no qual o padre, no Altar do Senhor, faz propaganda política em favor de um determinado candidato à prefeitura. Além disso, ele fala que o candidato adversário é patrocinado por inimigos da igreja. Vejam bem, quero esclarecer a vocês que se ele estiver se referindo à Igreja Católica, eu, como religioso e padre católico, não sou de acordo com isso. Trata-se de uma posição pessoal dele, e não necessariamente a posição da igreja. Como já alertava o Apóstolo São Paulo, sobre o perigo de haver falsos apóstolos causando transtornos no seio da comunidade cristã, entre os fiéis, aquele padre, agindo daquela forma, ele é que se coloca como inimigo da igreja. Na medida em que causa divisões na comunidade, com discursos politizados, distorce a função para a qual são destinados o Altar e o Ambão, a Mesa da Palavra. O altar é para realizar o sacrifício eucarístico para Sagrada Comunhão Eucarística. A Mesa da Palavra é para proclamar e pregar a palavra de Deus”.

Padre usou missa para pedir votos em candidato do PT
Usando um momento solene da missa do último dia 22, o padre Kelder Brandão, da Igreja Católica do bairro Itararé, em Vitória, pediu, de forma explícita, votos para o candidato do PT à Prefeitura da Capital, João Coser, e criticou o outro candidato, Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), provocando um clima de tensão e insatisfação no templo religioso, que não é o local para se discutir política e muito menos fazer campanha para candidatos.

O vídeo, de dois minutos e 23 segundos, viralizou nas redes sociais e o pronunciamento do padre Brandão foi muito criticado, inclusive por colegas de sacerdócio. Na íntegra, eis o que ele falou para os fiéis: “são os leigos e leigas que movem a igreja, que movem a sociedade, né? A igreja orienta os leigos e leigas cristãs assumirem especificamente a missão política no Brasil, pra ajudar a construir o Reino de Deus aqui entre nós, através da ação política. Nesse sentido vocês têm uma missão muito importante nesta semana, que é o engajamento político, tendo em vista o segundo turno das eleições municipais. Nós temos dois projetos muito claros nesta disputa do segundo turno. Um projeto que é apresentado por um candidato que é membro desta Paróquia, que é membro desta comunidade, que nós conhecemos a sua origem, que nós conhecemos os seus objetivos, que já foi gestor e fez uma boa gestão aqui no município e que defende pautas que também são defendidas por nós, pela igreja, como por exemplo, os direitos humanos, o combate à pobreza e a valorização das minorias sociais através de políticas públicas. E tem um outro candidato que defende uma pauta antagônica a estas. Um candidato que inclusive é patrocinado por grupos fundamentalistas e por inimigos públicos da igreja. Então, durante esta semana nós temos uma missão muito importante, que é a gente se engajar nesse processo político para que a nossa cidade não retroceda e seja governada por grupos milicianos, como por exemplo acontece no Rio de Janeiro. Nós queremos a nossa Vitória sendo governada pelo Espírito Santo, e o Espírito Santo, como enfatizamos na Homilia, ele é o espírito da verdade. Nossa cidade, a cidade de Vitória, cidade do Espírito Santo, deve ser governada pela fraternidade, pela paz e pela justiça, e não por grupos criminosos. Então, que a missão de vocês, nesta semana, seja esse engajamento político pra que a gente tenha um bom êxito nas eleições, não elegendo um inimigo da igreja”.

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