ECO101 confirma paralisação de obras

Os contratos de conservação da rodovia foram reduzidos em 90% e as obras de duplicação de Guarapari a Anchieta estão paralisadas e o trecho entre Guarapari e Alfredo Chaves foi adiado até março do ano que vem

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Diretores da ECO101 confirmaram a paralisação das obras no Trecho Sul até março do ano que vem, justificando com o momento de pandemia e a redução de 20% no tráfego pago. Seis anos depois do início da cobrança de pedágio, a dupla admitiu que somente 32,3 km foram duplicados em toda a extensão de 475.9 km da rodovia. Foto: Divulgação

Alegando a crise com a pandemia da covid-19 e a redução de 20% no tráfego pago na rodovia BR-101, o diretor-superintendente da ECO101 Concessionária de Rodovias, Carlos Eduardo Xisto, confirmou aos deputados estaduais que a situação impactou nos contratos que a empresa tem com as prestadoras de serviço.

Os contratos de conservação da rodovia foram reduzidos em 90% e as obras de duplicação de Guarapari a Anchieta estão paralisadas e o trecho entre Guarapari e Alfredo Chaves foi adiado até março do ano que vem. A medida implicou na demissão de 360 trabalhadores das empresas terceirizadas com o fim de algumas obras e a descontinuação de mão de obra.

Contratos foram encerrados com empresas que fazem fresagem e recuperação do pavimento, manutenção de pontes e de viadutos e poda de árvores e grama. Todas estão em severas dificuldades. São mais de 500 empregos diretos e indiretos que serão fechados e isso pode chegar a 800 postos de trabalho. Um funcionário demitido desabafou em rede social que “a empresa não está deixando de arrecadar, pois o pedágio continua e o tráfego de caminhões é grande. Equilibrar é uma coisa, parar contrato é diferente”.

MPF pede explicações à ANTT sobre redução das atividades da ECO101
O Ministério Público Federal no Espírito Santo enviou ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) dando prazo de 30 dias para que explique a suposta redução das atividades da ECO101 Concessionária de Rodovias, responsável pela duplicação e manutenção da BR-101 no Estado. A Concessionária também foi oficiada, tendo o mesmo prazo para prestar as informações solicitadas.

Foi noticiado pela imprensa, no início deste mês, uma eventual redução das atividades da ECO101, como a diminuição de contratos de conservação e paralisação de obras de duplicação nos municípios de Guarapari e Alfredo Chaves, sob a justificativa da pandemia da covid-19. Segundo o conteúdo veiculado, os trabalhos de duplicação teriam sido, em sua grande maioria, suspensos e os contratos de conservação da via, reduzidos na ordem de 90%.

O OUTRO LADO
A Concessionária ECO101 esclareceu, por meio de nota, que, assim como outras empresas, precisou readequar sua forma de atuação em razão da pandemia. Informou que tem trabalhado com a ANTT na condução de um plano de ação específico para o momento, no sentido de atender todos os parâmetros e obrigações contratuais existentes.

A ECO 101 explicou ainda que as atividades continuam nos 15 km finais das obras de duplicação dos 30 km no trecho entre Viana e Guarapari (km 308 e km 323). Já com relação aos 22 quilômetros iniciados entre os municípios de Guarapari e Anchieta, cabe ressaltar que no trecho já foram realizadas a supressão vegetal e o resgate de fauna e flora. A próxima etapa envolve a mobilização de equipes e montagem do canteiro de obras, que será retomada após a normalização do cenário atual.

A ANTT informou, em nota, que a agência não controla os contratos da Concessionária com as empresas que prestam serviços à ela, mas cobra o atingimento dos parâmetros de qualidade previstos no contrato para a rodovia. Nesse aspecto, informamos que não houve flexibilização de nenhum parâmetro da rodovia por parte da ANTT.

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