Eco101 – a Concessionária do PARE E SIGA

Muitos motoristas apelidaram a empresa de “Concessionária do Pare e Siga”, já que duplicação é uma obra que não consta em seu catálogo

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Registro de caminhoneiro na BR-101/Divulgação

Finalmente, depois de seis semanas engarrafando o trânsito na rodovia BR-101, entre Ibiraçu e Fundão, com as anuais obras de recapeamento asfáltico, a Concessionária Eco101 liberou o trecho das operações no sistema pare e siga, que agora estão entre João Neiva e Linhares. Muitos motoristas apelidaram a empresa de “Concessionária do Pare e Siga”, já que duplicação é uma obra que não consta em seu catálogo.

Uma dessas operações pare e siga resultou em grave acidente no km 228, próximo a Fundão, envolvendo uma carreta, um caminhão e dois automóveis. O tempo de viagem entre Ibiraçu e Vitória, que geralmente dura 50 minutos, estava sendo feito em mais de duas horas, com engarrafamentos de até cinco quilômetros em cada sentido.

Alvo de críticas e seguidas audiências com deputados estaduais e federais, a Eco101 aproveita que o Ibama não decide liberar a licença ambiental para a duplicação do Trecho Norte, devido à Reserva Biológica de Sooretama, e “vai empurrando com a barriga para não investir na duplicação”, destaca o deputado estadual Marcos Garcia, representante de Linhares.

Até o momento só merecerem duplicação os trechos de Viana a Guarapari (30 quilômetros) e nos municípios de Anchieta (2,5 quilômetros), Ibiraçu (4,5 quilômetros), João Neiva (2,7 quilômetros) e o Contorno de Iconha (7,8 quilômetros). A Eco101 promete liberar para o tráfego, até o próximo dia 15, os últimos 4,3 quilômetros de duplicação, totalizando os 30 quilômetros que fazem parte das obras nos municípios de Viana, Vila Velha e Guarapari.

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