Dr. Tulio Zumak Roja fala sobre cálculo renal

Inicialmente uma doença mais prevalente em homens, o cálculo renal passou a acometer um maior número de mulheres

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Dr. Tulio Zumak Roja. Foto: Arquivo Pessoal

A ocorrência da litíase urinária, conhecida como cálculo renal (pedra nos rins), vem aumentando ao longo dos anos, com custos cada vez mais elevados para o sistema de saúde. A prevalência estimada durante a vida é de 1% a 15% e varia conforme gênero, idade, raça e localização geográfica. Em 2010, nos Estados Unidos, a prevalência de litíase foi estimada em 10,6% em homens e 7,1% em mulheres. Já a estimativa para a Europa ficou entre 5% e 10%, para a América do Sul em torno de 4% e para a Ásia entre 1% e 19%.

A recorrência também é elevada, sendo que 50% dos indivíduos acometidos recorrerão em cinco anos. Nos EUA, a incidência aumentou de 0,6% para 0,9% de 2005 para 2010, sendo este aumento tanto em homens (0,69% para 0,93%) como em mulheres (0,61% para 0,82%). Em outros países, como Irã, Japão e Alemanha também foi reportado aumento da incidência. Em estudo brasileiro, a incidência em homens e mulheres foi similar.

Inicialmente uma doença mais prevalente em homens, o cálculo renal passou a acometer um maior número de mulheres. “Este aumento no gênero feminino pode ser justificado por mudanças na dieta, aumento da obesidade e menor consumo de líquidos, decorrentes da maior participação no mercado de trabalho”, explica o médico urologista Dr. Tulio Zumak Roja.

O pico de idade da ocorrência do cálculo renal se situa entre a quarta e sexta década, sendo mais comum em caucasianos. A distribuição geográfica acompanha locais de clima seco e quente, sendo a temperatura e a luz solar fatores independentes de risco, assim como ocupações laborais com exposição ao calor intenso ou privação de água. “Obesidade é um importante fator de risco, assim como diabetes e síndrome metabólica”, complementa o especialista.

Dr. Tulio ainda relata que “o tratamento cirúrgico do cálculo renal é feito em nossa região quase que totalmente com cirurgia à laser, sem cortes, com acesso pela própria uretra do paciente sob anestesia. Geralmente a recuperação é boa, com alta em 24 horas ou menos”.

QUANDO PROCURAR UM UROLOGISTA?

Entre 03 e 05 anos – muitos pediatras avaliam a necessidade de uma possível cirurgia de fimose, entretanto, esse procedimento deverá ser realizado após a avaliação de um Urologista.

12 aos 18 anos – o Urologista é o médico mais indicado para os jovens, avaliando o desenvolvimento dos órgãos genitais, prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DST”s), disfunções miccionais (que podem surgir nessa faixa etária) além de orientações e dúvidas sobre a vida sexual masculina.

20 aos 49 anos: o homem deve procurar o Urologista para manter a prevenção e/ou tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), além de iniciar a prevenção contra o câncer de testículo, que pode surgir nesse período.

40 aos 45 anos: começa um período em que o homem deve ir anualmente ao Urologista. Para aqueles que possuem histórico familiar, a partir dos 40 anos é necessário iniciar a prevenção contra o câncer de próstata, que, no Brasil, é o segundo mais comum no sexo masculino. Para aqueles que não possuem histórico familiar, a prevenção começa a partir dos 45 anos. Além disso, o Urologista indica exames de várias especialidades para os homens.

A partir dos 50 anos: além de se manter a prevenção do câncer, o Urologista pode auxiliar em problemas comuns nessa faixa etária, como o tratamento de crescimento benigno da próstata, problemas na bexiga, rins, prevenção de câncer de intestino, além da prevenção e tratamento de disfunções sexuais.

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