Deputado Emílio Mameri propõe medidas contra esporotricose

Para enfrentar a doença transmitida a humanos por cães e gatos, deputado Mameri, que é médico, sugere adoção de procedimento padrão em casos de contaminação

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O deputado estadual Emílio Mameri. Foto: Divulgação/Ales

Por Aldo Aldesco

Para enfrentar a esporotricose – doença transmitida por cães e gatos aos humanos, podendo comprometer os sistemas linfático e respiratório –, o deputado Dr. Emílio Mameri protocolou duas propostas na Assembleia Legislativa. Uma delas é o Projeto de Lei (PL) 289/2021, que visa estabelecer procedimento padrão para os casos de contaminação a ser cumprido pelos profissionais da saúde e a população.

A primeira medida, que deve ser tomada pelos responsáveis pelo animal com suspeita ou contaminado pela esporotricose, é levá-lo ao veterinário. A segunda é o registro do caso em órgão de vigilância em saúde, em até sete dias, inclusive nos casos em que o dono do cão ou gato estiver comprovadamente contaminado ou mesmo com suspeita da doença.

A esporotricose é conhecida como “doença de jardineiro” ou “doença da floresta”, de acordo com Mameri. Qualquer pessoa que tenha contato com o animal pode se contaminar. Quando acomete trabalhadores da saúde, é considerada doença ocupacional. O deputado explica como se contrai a esporotricose e como ela evolui: “A característica da doença é cutânea no início e podendo acometer todo o sistema linfático e o sistema respiratório do animal e do homem, causando dores intensas e pode acometer vários órgãos, em estado mais avançado. Os felinos são importantes agentes epidemiológicos por serem transmissores e propagadores da esporotricose, principalmente os gatos não castrados e de livre acesso à rua”.

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