Denúncia pode levar à cassação do registro de Gandini à Prefeitura de Vitória

Denúncia aponta irregularidades de Gandini na prefeitura

0
578
A denúncia de abuso de poder econômico na candidatura de Fabrício Gandini (Cidadania) pode resultar na cassação do registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES)

Segundo reportagem publicada pelo jornalista Roberto Junquilho no site Século Diário, a Polícia Federal fez hoje 05, em Vitória, busca e apreensão para apurar abuso de poder econômico do candidato a prefeito da Capital, Fabrício Gandini, com o envolvimento de duas conceituadas agências de propaganda, uma produtora de vídeo e um instituto de pesquisas eleitorais. Gandini, que é deputado estadual, ocupou a secretaria municipal de Gestão, Planejamento e Comunicação do prefeito Luciano Rezende. A denúncia contra ele envolve gastos que podem chegar a mais de R$ 1,5 milhão.

Para apurar a denúncia de abuso de poder econômico na candidatura de Fabrício Gandini (Cidadania) – que pode resultar na cassação do registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) – a Polícia Federal realizou a operação de busca e apreensão por determinação do juiz eleitoral José Luiz da Costa Altafim, em diversos locais de Vitória. Esse é o segundo pedido de cassação da sua candidatura.

Os alvos da Polícia Federal foram a secretaria de Gestão, Planejamento e Comunicação da Prefeitura de Vitória e três empresas de onde foram recolhidos documentos e computadores. Os gastos investigados podem chegar a mais de R$ 1,5 milhão.

Em nota ao site, a assessoria de Gandini declarou que “as ações foram realizadas por um adversário político, baseadas em acusações infundadas e sem qualquer prova. E ainda que a ação movida tem viés político e intuito de causar tumulto no processo eleitoral. A Coligação Avança Vitória considera que denúncias dessa natureza, às vésperas da eleição e após a candidatura de Fabrício Gandini ter desmascarado a presença do crime organizado na disputa da Capital, têm o claro objetivo de confundir o eleitor e desviar o foco das ameaças de retrocesso que a cidade está sofrendo“, acrescentou.

A apuração tem base na Ação de Investigação Judicial Eleitoral com pedido de tutela cautelar incidental ajuizada pela Coligação “Vitória Unida é Vitória de todos“, que reúne os partidos Republicanos, do candidato Lorenzo Pazolini, o Democratas, Solidariedade e Movimento Democrático Brasileiro. Segundo a denúncia, Gandini estaria se aproveitando da influência que tem na prefeitura, desde quando era supersecretário, para inflar sua candidatura a prefeito.

Fabricio Gandini estaria se valendo de vantagens indevidas pagas por pessoas jurídicas, decorrentes de contratos firmados pela secretaria de Gestão, Planejamento e Comunicação da Prefeitura de Vitória, de modo a financiar gastos abusivos em período vedado pelo ordenamento jurídico pátrio, com serviços de marketing, produção audiovisual e pesquisas eleitorais“, assegura a denúncia.

Documentos acolhidos pela Justiça informam que, após as eleições de 2016, iniciou-se o plano para eleger o sucessor de Luciano Rezende. À época, “teriam sido concedidos a Gandini amplos poderes de gestão no cargo de secretário municipal de Gestão e Estratégica, com a administração de contratos vultosos“. Mesmo depois de sua saída do cargo, ele teria exercido forte influência na pasta de modo a se beneficiar dos contratos firmados – um deles, inclusive, assinado em sua gestão – destacam os documentos apresentados pelos denunciantes.

A denúncia narra que a vantagem indevida recebida por Gandini seria “decorrente de contratos firmados para os serviços de publicidade e propaganda, e utilizá-la para financiar elevados gastos de pré-campanha, em seu favor e de seus aliados, por meio da exposição massiva de sua imagem“. Esses gastos foram realizados em período anterior ao lançamento oficial da pré-candidatura a prefeito, com mau uso dos contratos de publicidade.

Os termos da ação afirmam ainda que há “indícios de uso de recursos públicos para custear as pautas de pré-campanha de Gandini e que os gastos declarados por ele são imoderados e desproporcionais, visto que os vídeos são produções elaboradas e profissionais“.

PUBLICIDADE