Defeso do caranguejo-uçá: fiscalização reforçada em Aracruz

Conhecido popularmente como período de “andada”, o defeso ocorre quando os caranguejos machos e fêmeas saem de suas “tocas” e andam pelos manguezais para o acasalamento e liberação dos ovos, o que os torna presas fáceis

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Monitoramento de manguezais e dos rios Piraquê-açu e Piraquê-mirim na manhã de ontem 4. Foto: Humberto De Marchi/Secom PMA

Segue até o próximo dia 30, em todo Estado, o período de defeso do caranguejo-uçá, quando ficam proibidos a captura, manutenção em cativeiro, transporte, beneficiamento, industrialização, armazenamento e comercialização do crustáceo. Para as fêmeas, a proibição se estende até 31 de dezembro.

Em Aracruz, equipes da secretaria municipal de Meio Ambiente intensificou a fiscalização de estabelecimentos comerciais e os manguezais visando a preservação do caranguejo-uçá. “É importante que o período de defeso seja respeitado e que a venda irregular da espécie seja denunciada aos órgãos competentes”, disse o secretário Aladim Cerqueira. As denúncias podem ser feitas pelos telefones (27) 99771-4462 e 3270-7067.

Conhecido popularmente como período de “andada”, o defeso ocorre quando os caranguejos machos e fêmeas saem de suas “tocas” e andam pelos manguezais para o acasalamento e liberação dos ovos, o que os torna presas fáceis. Se houver grande quantidade de cata deste animal nas épocas estabelecidas, há risco de diminuição nas populações dos crustáceos. Por isso, a atividade é proibida.

Os caranguejos são responsáveis pela atividade de aeração do solo, que ajuda na fixação das árvores, e na incorporação de matéria orgânica que acaba servindo de alimento para outros animais. Diretamente, sua falta provoca um colapso no ecossistema dos manguezais, impactando ainda populações de sururu, ostras e peixes.

Piracema

Também está em vigência a piracema, período de reprodução dos peixes (01/11/2021 a 28/02/2022). Com o objetivo de inibir a pesca proibida, as equipes de fiscalização da secretaria de Meio Ambiente de Aracruz também estão monitorando os rios. Os infratores estarão sujeitos às penalidades previstas no Decreto Municipal n.º 12.507/2004, onde a multa pode variar entre R$ 280,00 e R$ 701,00 por unidade e apreensão. Se a apreensão for em Unidade de Conservação, a multa pode variar de R$3.090,00 até R$5.897,00 por unidade.

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