Comunidade de Piranema está isolada de Fundão há três anos

O Assentamento Piranema está a cinco quilômetros de Fundão, no sentido de Praia Grande

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A queda da passarela de madeira arrancou as manilhas, obrigando a quem tem carro a dar uma volta de 11,5 km, sendo 4,5 km em estrada de chão até a BR-101, em Timbuí, e dali mais 7 km até a cidade. Da ponte caída até Fundão, pela rodovia ES-261, são apenas 5 km. Foto: Divulgação

Sem acesso para a sede de Fundão, os moradores do Assentamento Piranema estão isolados desde maio de 2017, quando a cheia do rio Fundão destruiu a ponte. A prefeitura montou uma passagem provisória, suficiente para pedestres e motos, mas uma nova enchente, em março deste ano, levou a passarela de madeira e arrancou as manilhas, obrigando a quem tem carro a dar uma volta de 11,5 km, sendo 4,5 km em estrada de chão, até a BR-101, em Timbuí, e dali mais 7 km até a cidade. Da ponte caída até Fundão, pela rodovia ES-261, são apenas 5 km.

Como a FOLHA DO LITORAL publicou na ocasião, se depender do prefeito Joilson Rocha Nunes uma nova ponte não seria construída tão cedo. Um termo de referência foi encaminhado em 3 de janeiro deste ano pelo secretário municipal de Agricultura, Flávio Gonçalves, solicitando a contratação de empresa especializada para a retirada dos escombros e colocação de nova ponte pré-moldada no local, com três vigas de 12 metros de comprimento e peso de 21 toneladas.

A Assessoria de Comunicação da prefeitura informou, em nota, no final de janeiro, que o processo estava no setor de compras para a abertura de processo licitatório, e o tempo decorrido dependerá da manifestação e regularidade das empresas interessadas, e no momento, não há previsão de quando será a execução do serviço. Mas foi feita apenas a contratação de uma máquina para retirar os escombros, e a prefeitura aproveitou as vigas para fazer uma passarela improvisada e insegura após a segunda enchente.

O Assentamento Piranema está a cinco quilômetros de Fundão, no sentido de Praia Grande. Sem ponte, sem passarela e estrada intransitável devido à falta de cascalho nos pontos críticos, as crianças estão sem transporte escolar e os moradores com dificuldade para sair da localidade. E quem precisar de socorro médico não pode contar com as ambulâncias, impossibilitadas de chegar ao local.

A comunidade, representada pelo casal Bruna e Márcio Henrique, reclama que participou de várias reuniões com o pessoal da prefeitura, e até agora nada de se resolver o problema. As fotos desta matéria foram feitas na manhã de segunda-feira 13.

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