Compradores lesados em consórcio de motos continuam no prejuízo

A empresa, que operava consórcios de motos no município, fechou as portas da noite para o dia, no final de julho de 2019.

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Parte do grupo de lesados participou ontem 11 de uma reunião no Clube Mata do Lago, em Linhares

Com informações do site Norte Capixaba

Um grupo de consorciados da empresa Moto Show Comércio e Serviços Ltda., que fechou as portas em Linhares e deixou 98 compradores do consórcio de motos no prejuízo, sem receber os bens, continua aguardando decisão judicial, há dois anos, para tentar recuperar o prejuízo.

Mais de dois anos depois, centenas de clientes lesados pela empresa em Linhares e cidades vizinhas continuam no prejuízo, à espera de um posicionamento da Justiça sobre o caso. A empresa, que operava consórcios de motos no município, fechou as portas da noite para o dia, no final de julho de 2019, aplicando um calote milionário na região.

Diante da ausência dos responsáveis pela Moto Show, que desapareceram de Linhares ao mesmo tempo em que anunciaram a falência da empresa, o caso foi parar na 16ª Delegacia Regional da cidade. O delegado Fabrício Lucindo confirmou que a empresa foi notificada sobre os prejuízos causados e que o caso já seguiu para o Ministério Público.

O grupo de 98 linharenses segue aguardando um parecer da Justiça, mas a lista dos lesados, segundo relatos dos próprios clientes, é bem maior. Um dos que está no prejuízo é Antônio Viana da Silva. Segundo ele, um advogado do dono da empresa chegou a entrar em contato com as pessoas lesadas, fez um acordo e prometeu que em 120 dias o dinheiro estaria na conta dos clientes. “Mas, já se passaram mais de dois anos e, até o momento, nada”, lamentou.

Paulo Gineli, outra vítima, tinha uma carta de crédito contemplada para receber em 31 de outubro de 2019. “Quando ele foi à empresa para receber, a loja já estava fechada. Até agora, estamos no prejuízo”, contou a esposa de Paulo, Vilma Dias de Lima. Indignado, outro cliente afirmou que o proprietário da Moto Show agiu de má fé com os clientes. “Ele falou comigo e estava tudo certo para receber minha carta de crédito. Sumiu com nosso dinheiro na cara dura”, acusou.

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