Comida típica de Linhares pode virar patrimônio

Projeto de lei declara a “tripinha”, iguaria criada na década de 60, como patrimônio cultural imaterial do Estado

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“Tripinha”, salgado que nasceu em Linhares nos anos 60 e conquistou o paladar dos capixabas. Foto: Regina Reis

Por Silvia Magna

Uma iguaria muito apreciada no Norte do Estado pode se transformar em patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo caso o Projeto de Lei (PL) 337/2021, de autoria do deputado Luiz Durão, seja aprovado. Trata-se da “Tripinha”, salgado que nasceu em Linhares nos anos 60 e conquistou o paladar dos capixabas.

A iguaria foi criada durante um casamento na região, quando a cozinheira Anita Paiva percebeu que não havia recheio suficiente para preparar mais quitutes e atender ao crescente número de convidados da festa. Ela, então, cortou a massa em uma máquina de fabricar macarrão e jogou as tiras em uma panela com banha de porco quente. A tripinha foi passada de geração em geração. Hoje, é vendida no comércio regional e muitas famílias vivem de sua fabricação.

De acordo com a iniciativa, autores locais documentaram a tripinha em livros e portais de notícias do Norte capixaba. Além disso, a iguaria ganhou um dia para chamar de seu. A Prefeitura de Linhares instituiu no calendário oficial de eventos históricos e culturais da cidade o dia 18 de janeiro como a data em que Dona Anita criou o salgado.

Conforme a justificativa do projeto, bens culturais imateriais são criações de uma comunidade local, baseadas em tradições e passadas de geração em geração tornando-se expressão da identidade regional. “A tripinha, com toda certeza, tendo em vista a sua relevância para uma importantíssima região do Estado, encaixa-se perfeitamente nesse conceito”, afirma Durão.

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